Um mutirão entre poder público e sociedade civil organizada deve resultar na desobstrução de canais e na limpeza das baías Siá Mariana e Chacororé, grandes reservatórios do Pantanal mato-grossense, em Barão de Melgaço. Pelo menos é a intenção do deputado Sérgio Ricardo (PR), presidente da comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembleia Legislativa, que espera mobilizar os organismos e ter o apoio do governo do Estado, de prefeituras, do Corpo de Bombeiros, Exército, de ONGs e colônias de pesca para o fim. Esta semana, Sérgio Ricardo convocou as secretarias estaduais de Meio Ambiente e Infraestrutura para uma vistoria técnica à baía de Chacororé - a terceira maior do pantanal mato-grossense, e que atravessa uma das suas maiores secas. É inacreditável o acumulo de lixo perceptível a olho nu não só na baía como em todos os corixos e canais da região. Como eles estão totalmente obstruídos e a água baixou muito, dá para perceber a extensão da degradação ambiental na área inundável e as consequências que isso está causando ao ecosistema com a redução drástica do número de espécies de peixes e invasão de vegetação estranha ao ambiente pantaneiro. O deputado alerta que no próximo mês, com o início das chuvas, estima-se que 1 milhão de toneladas de lixo vão cair no rio Cuiabá e o destino será o pantanal mato-grossense e as baías de Siá Mariana e Chacororé. A previsão é que 350 mil toneladas só de lixo flutuante devem se dirigir para as lagoas, completou. O deputado estuda a viabilidade da implantação de ecobarreiras de lixo flutuante nos corixos como o Manoel Isaac, principal ligação do rio Cuiabá com a baía de Chacororé. Dessa forma impediríamos a entrada do lixo na lagoa sem nenhum prejuízo ao meio ambiente, pois não atrapalha o fluxo normal das águas, peixes e nutrientes que são à base da sustentação da vida nas baias. Sérgio também cobrou ações imediatas do Estado na implantação de galerias de águas pluviais nos corixos da Uva, Caiçara, do Robson e Luigi e no rio Chacororé, que levavam água do rio Cuiabá até a baía e que estão bloqueados por conta de uma estrada vicinal que liga Barão de Melgaço as comunidades de Estirão Comprido e Porto Brandão. (Com assessoria)