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CIDADES
Terça-feira, 11 de Agosto de 2009, 21h:23

TUBERCULOSE

Município precisa encontrar 391 infectados e faz mutirão

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) intensificou as ações para identificar casos novos da tuberculose em Cuiabá. Levando-se em consideração a população de 544.737 mil habitantes, a meta de descoberta é de 391 novos casos, sendo 218 pulmonares positivos e os demais, negativos ou extra-pulmonares. Para atingir o objetivo, a SMS tem orientado profissionais das unidades de saúde (os centros, PSFs e policlínicas) para que lancem mão das mais variadas estratégias, como arrastão, atividades programadas em escolas, centros comunitários, centros para idosos, palestras em escolas ou mesmo visitas domiciliares. “Não só queremos diagnosticar os casos novos como eliminar as fontes de contaminação na comunidade. Além disso, queremos lembrar a população que a tuberculose é uma doença grave e séria, mas que seguindo o tratamento, tem cura”, disse a enfermeira e responsável técnica pelo Programa de Controle da Tuberculose de Cuiabá, Brasilina Silvéria de Faria. Conforme Brasilina Faria, a incidência da tuberculose pulmonar positiva (fonte de infecção) registrada em 2008 foi de 34,9 por 100 mil habitantes. O coeficiente sobe para 63,3 por 100 mil pessoas, levando-se em consideração todas as formas da doença. Na Capital, o percentual de detecção da tuberculose segue o do país, que é de 70%. Brasilina observou que para controle da doença é necessário diagnosticar essa demanda reprimida para que possa eliminar as fontes de transmissão. Por isso, ela comentou que, com ações como estas, vai haver um aumento dos casos, mas que, devidamente tratados, a tendência é a redução da incidência. “Para que isso ocorra é necessário um trabalho exaustivo e contínuo ao longo de cinco a 10 anos”, comentou. Outra preocupação das autoridades públicas do setor é a continuidade do tratamento. Na Capital, a taxa de abandono é de 8,5%, considerada alta. Para o Ministério da Saúde o aceitável é de até 5%. Já o índice de cura está abaixo do recomendável, que é de 85%. “Em Cuiabá, está entre 72% e 75%”, frisou. “Muitas vezes a pessoa começa a tomar o medicamento, melhora, acha que está curada e abandona o tratamento. E aí a doença volta e adquire resistência à medicação”, disse. Para evitar que isso ocorra, segundo Brasilina Faria, o município tem adotado o tratamento supervisionado. “Um profissional da saúde acompanha diariamente a tomada do medicamento pelo paciente na própria unidade ou na sua casa”, comentou. A tuberculose é uma doença transmitida pelo ar, que pode atingir todos os órgãos do corpo, em especial os pulmões. O microorganismo causador da doença é o bacilo de koch, cientificamente chamado Mycobacterium tuberculosis. O principal sintoma da doença é a tosse, além de emagrecimento e febre vespertina. “A pessoa com tosse por mais de três semanas deve procurar a unidade de saúde mais próxima para exame de baciloscopia”, orientou.

Edição EDIÇÃO 16961




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