A chuva que caiu em Cáceres na tarde do último domingo, apesar de ter causado alagamento em diversos pontos da cidade, desta vez não deixou desabrigados, como nos anos anteriores. A informação é do comandante da 2ª Companhia do Corpo de Bombeiros e coordenador da Defesa Civil local, major Ramon Corrêa. O major disse que os bombeiros atenderam mais de 50 chamados, a maioria de moradores de Cohab Velha, Santa Izabel, Vila Mariana, Cidade Alta e São José, que solicitaram apoio para erguer móveis e remover crianças, idosos, doentes e deficientes físicos. Ao avaliar os pedidos de ajuda, o sargento José Carlos da Motta chamou a atenção para os locais das ocorrências. Ele afirmou que os problemas ocorreram em áreas consideradas crônicas como bairros que margeiam os canais que cortam a cidade e na região da Cohab Velha, onde a galeria fluvial não consegue escoar um grande volume de água. Assim como o major Ramão, Motta confirmou que não houve desabrigados no domingo e que os bombeiros apenas prestarem assistência à população. Conforme o sargento bombeiro, eles também foram acionados algumas vezes para avaliar e realizar podas e cortes de árvores que caíram com o temporal. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, no domingo choveu 33 milímetros durante aproximadamente duas horas. Ele afirmou que os dados foram obtidos junto a uma estação localizada no Instituto Federal de Educação de Mato Grosso (IFMT) campus Cáceres. Para o secretário de Obras, José Eduardo Ramsay Torres, que percorreu os locais críticos durante a chuva, os danos só não foram maiores em função da rápida vazão, fruto da limpeza de bocas-de-lobo e dos canais que cortam a cidade. "O que foi feito preventivamente evitou que o problema fosse maior". O alagamento de algumas regiões da cidade é um problema crônico, devido à superficialidade do lençol freático. Cáceres tem uma topografia plana que não ajuda no escoamento da água. O problema deverá ser solucionado com obras de drenagem. "Foi garantida uma verba de R$ 1,9 milhão para o município elaborar o Plano Diretor para sanar de vez este problema. A verba é do governo federal através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2)", informou o prefeito Túlio Fontes.