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Segunda-feira, 10 de Maio de 2010, 20h:58

VIOLÊNCIA CONTRA MULHER

MT terá combate com R$ 1,6 mi

Mato Grosso contará com recursos federais na ordem de R$ 1,6 milhão para desenvolver ações voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher e para melhoria de sua qualidade de vida. Hoje acontece a assinatura do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e a implantação da recém-criada Superintendência Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres. O evento, às 15 horas, terá a participação da ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire, além do governador Silval Barbosa e da secretária de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs), Roseli Barbosa, no auditório do Salão Nobre Cloves Vettorato, em Cuiabá. Sob a coordenação da presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, Ana Emília Iponema Brasil Sotero, a primeira ação da superintendência será o lançamento da campanha “Violência contra a mulher é uma violação aos direitos humanos”, com veiculação em outdoors, jornais e emissoras de rádio e televisão. A adesão ao Pacto Nacional vai possibilitar ao Estado acessar recursos federais para a implantação, ainda este ano, de novos programas e projetos voltados à melhoria da qualidade de vida das mulheres e ao fortalecimento do combate à violência contra a mulher. Segundo a presidente Ana Emília, os recursos serão aplicados na reestruturação das delegacias especializadas da Mulher de cinco municípios: Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Barra do Garças e Cáceres, que receberão mobiliário e equipamentos novos. As Casas de Amparo à Mulher de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e Sorriso também serão reequipadas com mobiliário, equipamentos de informática e veículos novos. E será criado, na Capital, o Centro Integrado da Mulher, que vai oferecer, num só local, os serviços especializados da rede de enfrentamento à violência contra a mulher. A superintendência terá o desafio de atuar em parceria com diversas instâncias governamentais, estabelecendo parcerias para enfrentar as desigualdades e diferenças sociais, raciais, sexuais, étnicas e das mulheres deficientes. Em setembro de 2009, o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher fez um estudo por amostragem em oito municípios e constatou que desde que Lei Maria da Penha entrou em vigor, há três anos, cerca de 78 mil mulheres foram vítimas de alguma forma de violência. (Com assessoria)

Edição EDIÇÃO 16967




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