CIDADES
Quarta-feira, 11 de Novembro de 2015, 20h:59
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MALÁRIA
MT tem prazo para reduzir casos
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Parte da região Amazônica, Mato Grosso é considerado um estado endêmico para a malária e tem a missão de reduzir os casos em 90% até 2030, conforme o Plano de Eliminação da doença, lançado anteontem pelo Ministério da Saúde (MS). No Estado, até início de setembro deste ano, foram registrados 581 casos da doença, com percentual de 1,0% de malária falciparum (tipo mais comum). Conforme o MS, o plano faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) em substituição aos Objetivos do Milênio. A meta é a redução dos casos até 2030 e da eliminação em pelo menos 35 países. Em 2014, o Brasil registrou o menor número de casos de malária nos últimos 35 anos (143.250 casos). O lançamento do Plano de Eliminação e o reconhecimento que tivemos pela comunidade internacional nos últimos anos demonstram o esforço do governo brasileiro em combater a malária. Isso prova que a doença não é negligenciada no país e que o Ministério da Saúde tem o compromisso, juntamente com estados e municípios, de continuar combatendo a doença, ressaltou o secretario de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi, por meio da assessoria de imprensa. Conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), no ano passado foram 879 casos foram notificados no território mato-grossense, com percentual de 3,8% de malária falciparum. Em 2013, ocorreram 1.236 casos, com índice de 13,4% de falciparum. Tendo como base os casos autóctones de malária registrados no ano de 2014, Mato Grosso tem três municípios (2%) que devem apresentar metas de redução, 53 municípios (38%) encontram-se em fase de eliminação dos casos e 85 municípios (60%) em prevenção de reintrodução. Para os casos de P. faciparum 20 municípios (14%) apresentam-se em fase de eliminação de casos autóctones e 121 municípios (86%) em prevenção de reintrodução, informou o órgão estadual. Segundo a SES, dois municípios apresentaram risco de surto ou epidemia da doença, com um aumento de 10% no número ao comparar o ano de 2015 com 2014 (janeiro a setembro): Colniza, considerado de médio risco, e Nova Bandeirante, considerado de baixo risco. Para manter o controle, a SES desenvolve o Programa Estadual de Controle da Malária ofertando cooperação técnica e apoio logístico, desenvolve o monitoramento dos casos notificados, assim como a investigação epidemiológica, em parceria com os Escritórios Regionais de Saúde (ERS) e com os municípios. CASOS NO BRASIL Além de Mato Grosso, a área endêmica da doença no Brasil compreende a região amazônica brasileira, incluindo os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão. Esta região é responsável por 99% dos casos autóctones do país. Fora da região amazônica, mais de 80% dos casos registrados são importados dos estados pertencentes à área endêmica brasileira, de outros países amazônicos, do continente africano, ou do Paraguai. Desde 2000, tem havido uma redução de mais de 50% no número de casos de malária no Brasil.