CIDADES
Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009, 00h:24
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SALA DE AULA
MT não atinge inclusão
Estado está entre os seis do país que não alcançaram meta de colocar 90,3% dos alunos na escola em 2008, traz estudo
STEFFANIE SCHMIDT
Da Reportagem
Mato Grosso está entre os seis estados do país que não atingiram a meta intermediária de ter 90,3% de seus jovens e crianças na escola em 2008. A média nacional também ficou aquém do esperado: o objetivo era chegar a 91,9% de alunos de 4 a 17 anos frequentando a escola, mas foi detectado percentual de 91,4%. Os dados foram apresentados ontem pelo Movimento Todos Pela Educação, composto por representantes de vários setores da sociedade civil com o propósito de acompanhar o ritmo com que o país cumpre as metas definidas na área de Educação para 2022, ano do bicentenário da Independência. Este é o segundo ano em que os dados são analisados. A meta para o país estipula que, em 2022, 98% das crianças de 4 a 17 anos estejam nas escolas. Alagoas, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás também ficaram fora da margem de erro percentual divulgada pelo estudo. A Bahia foi o único estado do país que atingiu as metas. Todos os outros se encaixaram dentro dessa probabilidade. Nos últimos 5 anos, o Estado tinha um contingente de mais de 400 mil alunos fora da sala de aula e nós conseguimos reverter esse quadro, afirmou Rosa Neide Sandes de Almeida, secretária-adjunta de Políticas Educacionais da Secretaria Estadual de Educação (Seduc). Para o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), as políticas de avaliação em massa, como o ensino supletivo e educação de jovens e adultos, acabam contribuindo com o fator cultural de concluir o ensino regular por métodos mais rápidos. Existe aí uma contradição: ao mesmo tempo em que existem muitos sem concluir o ensino médio, existem também muitas vagas, tudo por conta da questao cultural, afirmou o presidente do Sindicato, Gilmar Soares Ferreira. O principal problema para se atingir o índice desejado, segundo o estudo, está na ponta do currículo escolar: ensino infantil e o ensino médio. Entre as crianças de 4 a 6 anos, apenas 83,3% frequentam escolas. Entre os jovens de 15 a 17 anos, esse número de é 81,3%. O secretário municipal de Educação, Carlão Nascimento, afirmou que espera universalizar o atendimento da educação infantil dentro dos próximos dois anos. Pelo ritmo que viemos cumprindo nos últimos 5 anos, mais que dobramos o número de matriculados, disse. Os resultados mostram ainda que a renda, o fato de o pai trabalhar ou não, e morar ou não na zona urbana têm forte impacto na probabilidade de frequentar a escola. Verificou-se também que fatores de gênero e cor têm também influencia decisiva: pessoas do sexo feminino e/ou brancas também apresentam escolaridade maior. O único dado em que Mato Grosso superou a meta foi o de alunos que concluem o ensino médio até os 16 anos, que ficou com 71,7%, quando a meta era de 61,7%, em 2008. O relatório também avaliou que 47,1% dos jovens concluem o ensino médio até os 19 anos. A meta do Todos pela Educação é elevar esse número para 95% até 2022. Nesse quesito, Mato Grosso permanece dentro do intervalo de confiança do estudo com 42,6%, enquanto a meta é de 37,6%.