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CIDADES
Terça-feira, 05 de Junho de 2012, 21h:50

DESMATAMENTO

MT na contramão da Amazônia

LAURA NABUCO
Da Reportagem
Apesar do registro de redução de 8% no índice de desmatamento da Amazônia Legal entre agosto de 2010 e junho de 2011, Mato Grosso teve um aumento de 249 km² na área desmatada, em relação ao mesmo período do ano anterior. Conforme dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes), desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com 1.120 km² de devastação, Mato Grosso foi o segundo Estado em volume de desmatamento durante o período avaliado. Perdeu apenas para o Pará, onde foram registrados mais de 3 mil km² de mata derrubada. No final do ano passado, o governo federal havia anunciado que a estimativa era de que haveria uma queda de 11% na Amazônia Legal, o que acabou não se concretizando, embora a redução de 8% tenha sido significativa. Dos nove Estados que compõem a Amazônia Legal, quatro registraram um crescimento das taxas. Nesta lista, Mato Grosso ficou em segundo lugar. De agosto de 2009 a junho de 2010, 871 km² mato-grossenses haviam sofrido devastação, o equivalente a 22,2% a menos do que os dados divulgados este ano. No topo da lista dos Estados que registraram aumento das áreas devastadas está Rondônia. Com 865 km² de matas derrubadas, o Estado aumentou em quase 50% o índice de desflorestamento. Na terceira colocação está o Amapá, com 19,7%, e logo em seguida o Acre (7,5%). Apesar dos números, a Amazônia Legal como um todo registrou quedas na derrubada de florestas. Enquanto de agosto de 2009 a junho de 2010 foram 7 mil km² de desmatamento, entre os mesmos meses de 2010 a 2011 foram 6.418 km². Redução que vem sendo observada, conforme dados do Inpe, desde 2006. Em Mato Grosso, a redução mais significativa foi entre 2008 e 2009, quando a área desmatada reduziu de 3.258 km² para 1.049 km². No ano anterior, no entanto, havia sido registrado um aumento de 17,8% do território desmatado. Os dados do Inpe foram obtidos a partir da análise de 213 imagens do satélite Landsat 5/TM e DMC. Os valores divulgados este ano são os menores registrados desde 1988, quando o instituto iniciou as medições. O secretário estadual de Meio Ambiente, Vicente Falcão, minimizou os números. “São velhos, são dados do ano passado. Já falamos disso em dezembro”, afirmou o secretário. Falcão questiona o governo federal por monitorar o desmatamento apenas na Amazônia Legal. “A política nacional é cruel com os estados da Amazônia”, afirmou. “E os outros estados? A Amazônia também quer se desenvolver”.

Edição EDIÇÃO 16960




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