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CIDADES
Quarta-feira, 24 de Abril de 2013, 20h:45

TITULAÇÃO

MT forma poucos mestres

Centro de Gestão e Estudos Estratégicos divulgou estudo que coloca o Estado em último lugar no Centro-Oeste

HELSON FRANÇA
Da Reportagem
Em Mato Grosso, a quantidade de mestres formados pelas universidades nos anos de 1996 a 2009 mais que quadruplicou, porém, ainda é a menor entre os estados da região Centro-Oeste e do Distrito Federal (DF). Além disso, é inferior a média de outras unidades da federação – com exceção de alguns estados do Norte e Nordeste, como Maranhão, Acre e Roraima. Divulgado nesta quarta-feira (24), o “Mestres 2012: Estudos da demografia da base técnico-científica brasileira”, relatório elaborado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) - organização social ligada ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação -, aponta que no período foram concedidos 1.869 títulos de mestrado em Mato Grosso. O estado de Mato Grosso do Sul, por sua vez, nos respectivos 13 anos, formou 2.728 mestres; Goiás, 4.631 e o Distrito Federal, 10.763. De 1996 até o ano 2000, porém, a quantidade de títulos de mestre procedentes de Mato grosso era superior ao estado vizinho do Sul. De 2001 em diante a situação se inverteu e não mudou mais. Em 2003 e 2004, Mato Grosso do Sul formou 528 mestres, enquanto no Estado 198 pessoas receberam a titulação. Nos dois últimos anos da pesquisa Mato Grosso voltou a se aproximar de Mato Grosso do Sul: no Estado 631 mestres surgiram e em território sul mato-grossense, 766. Em Mato Grosso os cursos de mestrado são ofertados pela Universidade Federal (UFMT), Universidade do Estado (Unemat) e mais recentemente pela Universidade de Cuiabá (Unic), a única instituição particular a oferecer mestrado. Na questão de empregabilidade, os mestres têm uma inserção maior no mercado de trabalho não-acadêmico que aqueles que possuem doutorado. Do total de mestres formados entre 1996 e 2009, cerca de 40% estão empregados no setor da educação, comparado a 80% dos doutores. Conforme o estudo, as vantagens socioeconômicas da pós-graduação são claras: os salários de quem tem mestrado são 84% mais altos que os de quem só fez a graduação. Já os doutores recebem 35% mais que os mestres. A média salarial dos mestres em Mato Grosso, segundo o relatório, fica em aproximadamente R$ 5 mil, para uma jornada de trabalho de 35 a 40 horas por semana. No país, em números absolutos, as particulares formaram 8.696 mestres em 2009, enquanto as estaduais formaram 9.712 e as federais, 20.142. UFMT – A Secretaria de Comunicação da UFMT informou que a quantidade de cursos de mestrado está vinculada a disponibilidade de doutores na instituição. Como há dificuldades em se manter o doutor no Estado, os projetos não se desenvolvem. Até o fechamento desta matéria, Unemat e Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec), procuradas pela reportagem, não se manifestaram sobre o assunto.

Edição EDIÇÃO 16962




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