O Ministério Público Federal denunciou em 2009 os responsáveis pela obra do Cuyabá Golden Hotel por desvio de verbas da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Na denúncia, o MPF exigiu que Carlos Antônio Garcia e Pedro Augusto Moreira da Silva devolvessem aos cofres públicos R$ 11,3 milhões que deveriam ter sido usados no hotel. Na época, o MPF também pediu que as obras fossem paradas e os bens ligados aos proprietários, bloqueados. Não houve desvio, o dinheiro está aqui, defende-se Garcia, argumentando que o MPF usou um cálculo equivocado como fundamento para denunciá-lo. Para obter a contrapartida da Sudam, perícias eram realizadas periodicamente no local. Essas perícias todas deram parecer positivo ao empreendimento antes da investigação do MPF, diz Garcia, apontando que a avaliação do MPF usou como base o preço do metro quadrado para edifícios verticais comuns não o preço para o tipo de projeto arrojado como do hotel, de fundação especial. Daí, o MPF teria se deparado com valores que não batiam e teria enxergado nisso uma irregularidade. Entretanto, na época, o MPF afirmou veemente que não havia dúvida sobre a existência de um delito neste caso. (RD)