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CIDADES
Terça-feira, 09 de Junho de 2009, 22h:18

CASO UEMURA

MP pede nova prisão de envolvidos

O Ministério Público Estadual (MPE) protocolou um recurso judicial para que sejam presos novamente o empresário do ramo de hortifrutigranjeiro Júlio Uemura e Renê Santos Oliveira, denunciados como as principais figuras da quadrilha desarticulada pela Operação Gafanhoto, deflagrada no dia 4 de março. Os dois estão em liberdade desde quinta-feira, dia da audiência em que testemunhas de acusação foram ouvidas em juízo sobre o caso. O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) apontou que o pedido de retorno à prisão para ambos visa a garantia da ordem pública. Isso porque, domingo, Renê afirmou, durante interrogatório, que continuará praticando as atividades que ocasionaram sua prisão. “A manifestação do Ministério Público foi fundamentada no artigo 316 do CPP, que garante a revogação ou a nova decretação da prisão preventiva a qualquer momento. Não podemos concordar com a liberdade de um réu que afirma, em plena audiência, que irá continuar praticando atos ilícitos dos quais está sendo acusado. Como se passar a perna e causar fraudulentamente prejuízos a centenas de vítimas fossem algo lícito e normal", disse o promotor de Justiça Arnaldo Justino. Rene Santos e outros 13 réus, do total de 28, foram ouvidos domingo pelo juiz da 15ª Vara Criminal de Cuiabá, José Arimatéia Neves da Costa. Rene afirmou que continuaria prestando serviços como “corretor” de cereais enquanto estiver em liberdade. Apesar da licitude da atividade, o MP entendeu que ele usava a prática para aplicar golpes milionários em produtores rurais. O réu admitiu que trabalhava para três empresas denunciadas pelo MPE como “laranjas” do esquema. Contudo, disse que prestava serviço para os donos, enquanto as investigações revelaram que ele se passava pelo proprietário dos negócios para ganhar a confiança de produtores rurais de outros estados que lhe vendiam a prazo com indicação de Uemura. O produto adquirido por Rene não era pago, os donos das empresas não existiam e a mercadoria obtida nas transações era destinada para Uemura, que as comercializava. Só então os produtores rurais descobriam ser vítimas de golpe. A prisão de Renê já havia sido solicitada novamente no domingo, durante seu depoimento, mas o juiz ainda não se manifestou. (KR)

Edição EDIÇÃO 16968




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