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CIDADES
Terça-feira, 31 de Julho de 2012, 21h:00

CASO MAIANA

MP pede condenação máxima para acusados

Promotora diz que a vida da adolescente não poderá ser trazida de volta, mas que os envolvidos não podem ficar impunes

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
O Ministério Público Estadual vai pedir a condenação máxima para as quatro pessoas acusadas do assassinato da adolescente Maiana Mariano Vilela, 16 anos. A informação foi dada ontem pela manhã pela promotora de Justiça Lindinalva Rodrigues, durante a audiência de instrução dos acusados pela execução da garota. ”O interesse do Ministério Público é que os responsáveis sejam condenados a pena maior. A vida da sua filha não poderá ser trazida de volta, mas queremos que eles não fiquem impunes e sejam condenados à pena máxima prevista na legislação”, disse a promotora ao se pronunciar sobre o caso após a mãe de Maiana, a diarista Sueli Mariano, iniciar o seu depoimento, na 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra Mulher, que fica no Fórum de Cuiabá. Emocionada, Sueli Mariano disse que sentia um vazio e uma dor forte no peito por ter que enterrar a filha. Após, voltou a culpar o ex-namorado da vítima, o empresário Rogério Amorim, de 38 anos, pelo crime. Além de Amorim, também foram indiciados a sua esposa Calisângela de Moraes, 36 anos, e Paulo Ferreira Martins e Carlos Alexandre da Silva. Eles respondem processo por homicídio triplamente qualificado(sem chance de defesa à vítima, emboscada, paga ou recompensa) e ocultação de cadáver. No depoimento, Sueli afirmou que o empresário chegou a apresentar-lhe uma série de documentos para provar que não era casado formalmente, que não convivia mais com Calisêngela e que ela poderia lutar para conseguir judicialmente a emancipação da menina para que pudessem se casar. Dias antes do crime, lembrou Sueli, Rogério havia lhe oferecido R$ 500,00, como presente de aniversário, para que pudesse viajar para o Paraná. “Viajei no dia 20 (de dezembro de 2011). No dia 21, ela desapareceu”, lembrou. Também lhe causou estranheza o fato de Rogério ter dado o cheque de R$ 500,00 para que trocasse no banco e pagasse o caseiro. “Porque não mandou um funcionário. Quando ela ia ao salão, ele mandava um funcionário pagar para ela”, disse. Porém, Sueli disse que nunca suspeitou de Rogério. “Ele chorava comigo e mostrou caixas de remédios que tomava para conseguir dormir”, disse. Já após a prisão de Rogério, a diarista disse nunca mais ter se encontrado com o acusado. “Não quis ir ao local em que desenterram a Maiana, se fosse lá seria presa. Não quero nunca mais ver a cara do Rogério na minha frente”, afirmou. A diarista foi a primeira a prestar os depoimentos entre as mais de 20 testemunhas arroladas pela defesa e acusação, além dos réus. O trabalho era conduzido pela juíza Tatiane Colombo. A data dos depoimentos coincidiu com o dia do sepultamento dos restos mortais da jovem, que estava marcado para o período tarde ontem, ou seja, sete meses após o seu desaparecimento e sua morte. O corpo da menor foi encontrado no dia 25 de maio passado, mas somente na última segunda-feira (30), foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) para o enterro. O laudo técnico comprovou que o corpo retirado de uma cova rasa, no Coxipó do Ouro, é mesmo de Maiana.

Edição EDIÇÃO 16962




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