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Segunda-feira, 01 de Setembro de 2014, 21h:57

PLÁSTICA

MP investiga morte de mato-grossense

Casada, mãe de três filhos, mulher de 34 anos que residia em Mirassol D´Oeste morreu durante cirurgia em clínica particular na Bolívia

YURI RAMIRES
Da Reportagem
A morte de uma mato-grossense de 34 anos durante uma cirurgia plástica em uma clínica particular na Bolívia está sendo investigada pelo Ministério Público do país. O óbito aconteceu na última quarta-feira (27) e até ontem o corpo de A.C.P. não havia sido liberado. A família da mulher, que mora em Mirassol D’Oeste (283 km de Cuiabá), está na capital boliviana para acompanhar o caso. De acordo com as informações, A.C.P. era casada, mãe de três filhos e não estava feliz com o corpo. Ela começou a buscar por clínicas na Bolívia que oferecessem cirurgias plásticas, e encontrou uma clínica particular em Santa Cruz de La Sierra, que realizava uma lipoaspiração por R$ 5 mil. O marido dela, segundo uma fonte do Diário, teria oferecido R$ 10 mil para que ela não realizasse o procedimento. “Ele disse que dava o dobro para ela comprar uma moto. Ele também disse que ela não tinha um corpo que precisasse desse tipo de procedimento, mas ela não aceitou e foi. Ela era muito bonita, não tinha necessidade disso, mas vaidade é complicada”, contou. O promotor boliviano José Parra, que acompanha o caso, informou que o corpo demorou três dias para chegar até o necrotério do hospital San Juan de Dios, onde os legistas e policiais conduziriam as investigações que determinariam a causa da morte. A possível negligência médica também será investigada. A família está em Santa Cruz de La Sierra, já que o corpo da mato-grossense não foi liberado para ser trazido de volta ao Brasil. Como o óbito ocorreu em outro país, a Embaixada Brasileira cobra uma série de documentações que estão fora de alcance da família no momento. “Ela não estava de forma ilegal na Bolívia, mas o que se sabe é que a Embaixada pediu diversos documentos, como comprovação de que ela não tinha nenhuma doença contagiosa, autorização para estar no país e outros”, explicou. Segundo a fonte, existem outros casos parecidos na cidade. Uma jovem que foi enterrada na capital boliviana devido à burocracia para trazer o corpo. Já em outro, a família gastou R$ 27 mil para conseguir que o corpo de um parente chegasse à cidade, o que demorou meses. A procura por procedimentos estéticos na Bolívia vem se intensificando desde 2008. Os preços baixos, que podem ser até 70% menores que no Brasil, é um dos principais motivos que levam as pessoas buscarem os profissionais do outro lado da fronteira. Algumas pessoas chegam a ser reunir, em uma espécie de excursão, para realizarem os procedimentos em Santa Cruz de La Sierra. Geralmente elas chegam em grupos, e acompanhadas de quem já realizou um procedimento no local, gostou do resultado e indicou.

Edição EDIÇÃO 16966




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