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CIDADES
Segunda-feira, 19 de Abril de 2010, 21h:11

REFORMA AGRÁGIA

Movimentos ainda ocupam Incra

Cerca de 300 trabalhadores sem-terra mantêm, há uma semana, acampamento em frente ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Cuiabá. Eles exigem o assentamento das 2.500 famílias acampadas, apoio e crédito para os acampamentos e assentamentos no Estado. “Não há avanço nenhum com o Incra. A pauta é a mesma de anos anteriores e não há progresso em nada”, disse Antônio Carneiro de Menezes, membro do MST. A mobilização, que tem como lema “Lutar não é crime”, faz parte da jornada nacional de lutas pela reforma agrária, realizada anualmente em memória do Massacre de Eldorado de Carajás, no Pará, onde 19 pessoas foram mortas, em 17 de abril de 1996. Do assentamento Mártires dos Carajás, localizado em Poxoréo, Maria José Ferreira, 28 anos, afirmou que há cinco anos as 99 famílias estão com dificuldades de obter recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). “Precisamos ainda da construção de uma ponte sobre o rio dos Peixes e da estrada vicinal”, disse. “Estamos assentados há cinco anos e até hoje com problema de se locomover dentro do assentamento”, acrescentou. Já o trabalhador rural Agnaldo Freitas, do acampamento Cânion, que fica na Fazenda Rio Azul, em Cláudia, disse que as 400 famílias aguardam o parcelamento da área de aproximadamente 22 mil hectares. “Estamos lutando para cortar, e pelos projetos de desenvolvimento sustentável e de assentamento”, comentou. Os integrantes do MST estão no Incra há uma semana e se juntaram ao Movimento dos Trabalhadores Acampados (MTA), que também cobra agilidade na reforma agrária. À tarde representantes do MST saíram em caminhada até o Palácio Paiaguás, onde participaram de uma reunião com o governador Silval Barbosa. (JD)

Edição EDIÇÃO 16968




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