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CIDADES
Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013, 20h:49

INFRAESTRUTURA

Motoristas param rodovia

Manifestantes querem obras de reconstrução e de duplicação da Imigrantes, que está esburacada e sem acostamento

GUSTAVO NASCIMENTO
Da Reportagem
Caminhoneiros paralisaram a Rodovia dos Imigrantes, MT-407, por 10 horas para reivindicar melhorias na infraestrutura da via, que está em péssimas condições. O engarrafamento passou de 28 km e reuniu aproximadamente dois mil caminhoneiros. O protesto aconteceu ontem e enquanto a estrada estava interditada, líderes dos principais sindicatos da categoria se reuniram no 4º Batalhão da Polícia Militar (PM), juntamente com representantes do governo do Estado. A principal exigência apresentada pelos motoristas é a recuperação da pista, que vai do Trevo do Lagarto até o Distrito Industrial. Eles argumentam que o pavimento está esburacado. O grupo exige ainda a manutenção do acostamento, sinalização, adequação dos quebra-molas, que segundo os caminhoneiros estão fora das normas exigidas. Segundo o Presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Mato Grosso (Sindicam), Roberto Pessoa Costa, o secretário de Transporte e Pavimentação Urbana do Estado (SETPU), Cinésio Nunes De Oliveira, concordou em começar ainda hoje as obras emergenciais na rodovia, como limpeza e recapeamento. Oliveira também se comprometeu a licitar a obra para readequação total da rodovia em 30 dias. Somente em 2011 outras duas paralisações foram organizadas pela categoria na MT-407, em março e fevereiro. “Não é a primeira vez que precisamos fazer isso (paralisar), mas, até agora nem uma melhora foi notada. A imigrantes passa por um jogo de empurra-empurra, o governo estadual empurra para o municipal, que chama o federal e ninguém faz nada”, afirmou João Batista de Souza Vicente, secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Motoristas Profissionais e Trabalhadores em Empresas de Transportes Terrestres de Cuiabá E Região (STETTCR). Segundo o secretário da STETTCR, o problema vai muito além de tapar buracos. A via é uma das mais estratégicas do estado, porém, se encontra tão crítica que para cruzar o trecho ligeiramente pequeno, 28 km, é necessário cerca de 3 horas de percurso. “Aqui gira a roda da riqueza do Estado, toda a safra do ‘nortão’ passa obrigatoriamente por aqui, imagina no pico da safra?” Para Reginaldo Rogério, caminhoneiro de 39 anos, que há mais de 15 anos passa pela MT-407, a rodovia está em condições alarmante. “Tem buraco até em cima da ponte. Hoje mesmo eu vi dois caminhões tombados, mesmo com a paralisação. Arrumar sinalização? Que sinalização? Primeiramente seria necessário ter alguma sinalização.” Apesar de boa parte dos caminhoneiros estarem a favor do protesto, há quem também sofreu com o movimento. José Carlos da Silva, de 56 anos, acabou perdendo uma diária de R$300. “Não é nem pelo dinheiro. Para nós também é bem sofrido ficar aqui nesse calor e com pouca água. Como só podemos rodar até as 7h, já vou ter que achar um posto pra dormir quando já poderia estar em Rondonópolis.” O Trânsito foi liberado as 16h30, mas, só se normalizou completamente por volta das 20h.

Edição EDIÇÃO 16962




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