CIDADES
Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2017, 19h:23
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PROTESTO
Motoristas do Uber protestam por tarifa cobrada pela empresa
ALINE ALMEIDA
Da Reportagem
Os motoristas do Uber em Cuiabá realizam na sexta-feira uma paralisação em protesto contra a tarifa cobrada dos motoristas pela empresa. Atualmente, 25% do lucro por meio das corridas são repassados a empresa Uber. Desta forma, os motoristas se mobilizaram no sentido de tentar diminuir este percentual. Inicialmente um grupo de condutores do aplicativo se concentrou em frente à Arena Pantanal e, na sequência, seguiram em carreata até o Hotel Deville, onde se encontra o escritório da empresa. A carreata percorreu diversos pontos da cidade. "Nosso objetivo é que essa tarifa seja revisada. Até uns 15% concordamos, porque o que estamos ganhando não está dando para abastecer, manter o carro e sustentar a nossa família", explicou um motorista que preferiu não se identificar. A manifestação também tem o objetivo de ampliar as formas de pagamento, já que o aplicativo aceita apenas cartão. Por mais que seja atrativo o baixo preço da corrida, os motoristas Uber alegam que muitos deixam de usar os serviços por não poderem pagar em dinheiro. Os manifestantes manifestam-se ainda contra a "corrida dinâmica" - quando existe uma demanda muito grande e poucos motoristas na região, o preço da corrida fica mais caro. Há mais de dois meses funcionando em Cuiabá (iniciou suas atividades no dia 25 de novembro), o Uber tem a tarifa da viagem calculada com base na quilometragem e no tempo de deslocamento: a tarifa de base - custo de chamada - é de R$ 2,50, acrescida de R$ 1,20 por quilômetro e R$ 0,15 por minuto. O valor mínimo da viagem é de R$ 5,00 (cobrado somente após cinco minutos, mesmo em caso de cancelamento). Pelo aplicativo é possível estimar o valor da viagem antes de solicitar o carro. O desestímulo pelo lucro prometido e também a falta de alternativas de pagamento fez com que muitos dos motoristas Uber adotassem outra forma de trabalhar. Muitos estão conquistando a clientela por meio do aplicativo e passam a atuar como motoristas particulares. Ou seja, o passageiro contrata o serviço de viagem pelo telefone do motorista e não pelo aplicativo. Essa foi uma das formas que nós encontramos para não ficar tanto no prejuízo. Pagamos 25% para o Uber, mas temos família para cuidar. Acabamos muitas vezes fazendo as corridas particulares na tentativa de sobrevivência mesmo, afirmou o motorista. Os condutores pedem ainda que a Uber atue no sentido de garantir a segurança dos próprios parceiros da empresa. Eles exigem da Uber um maior controle no cadastro dos clientes, uma vez que estão expostos ao perigo, principalmente no período noturno.