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CIDADES
Terça-feira, 12 de Novembro de 2013, 21h:04

MARÃIWATSÉDÉ

Mortes rondam antigos moradores

Vinte e cinco pequenos agricultores já teriam morrido após a desocupação da Gleba Suiá Missú, localizada em Alto Boa Vista (1.045 quilômetros a nordeste de Cuiabá). Más condições das instalações das famílias retiradas aumentaram os índices de depressão, alcoolismo e assassinatos da região. A área foi desocupada para a consolidação da reserva indígena Marãiwatsédé, dos índios xavantes. Os vereadores de Alto Boa Vista, Nivaldo Levino (PP) e Jailton (PROS) apresentaram ontem cópias de 25 certidões de óbitos de pais de família que teriam, segundo eles, morrido de depressão, alcoolismo e assassinatos em menos de um ano após a desintrusão das famílias da gleba, determinada pela Justiça. Conforme os vereadores, desde a desocupação houve descaso por parte do poder público. Muitas famílias estão passando necessidade e em estado de miséria. Segundo Nivaldo, a situação mais problemática é das pessoas que foram instaladas no projeto Casulo do governo federal. O local é formado por brejo e não conta com reais incentivos dos governos. As famílias estão até hoje acampadas no local apenas com lonas. "Esse projeto é mentiroso, mais conhecido como Vila da Miséria, um loteamento com 192 famílias que estão passando fome. Não tem como levar água, nem médico para o local por conta do brejo, a situação é muito triste, lá só entra de trator. A prefeitura estava fazendo a doação de cestas básicas, mas não está tendo condições de continuar com o apoio", disse o vereador. (GN)

Edição EDIÇÃO 16965




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