CIDADES
Terça-feira, 09 de Novembro de 2010, 20h:00
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TRAGÉDIA NA VILA MILITAR
Morte e suicídio seguem na Polícia Civil
DHIEGO MAIA
Da Reportagem
As investigações em torno do assassinato de Delza Brígida de Moraes de Moura, 39, morta a tiros pelo marido, o sargento do Exército Valter Lucas de Moura, 46, que na sequência se matou com um tiro disparado de uma pistola 9mm, vão ser de responsabilidade da Polícia Civil. A possibilidade de seguir na Polícia Federal foi descartada, ao contrário do que havia cogitado o Exército. O crime aconteceu no final da manhã de anteontem, na Vila Militar, região central de Cuiabá. O conflito de atribuição surgiu porque o crime ocorreu em uma área militar, neste caso, de responsabilidade da Polícia Federal. De acordo com o delegado que vai investigar o homicídio seguido de suicídio, Antônio José Esperândio, as duas polícias entraram em acordo e o caso seguirá trâmite civil apenas para se confirmar se Valter realmente matou Delza, ou se uma terceira pessoa participou do crime. Em casos como esses, os inquéritos são abertos apenas para confirmar e documentar o fato. Tudo indica que o marido matou a esposa, mas precisamos esperar os laudos, informa Esperândio. A pistola, dois celulares do casal e uma faca já estão em processo de perícia. Além dos objetos, o laudo dos corpos também vão compor o inquérito investigativo. Sem esses resultados, o desfecho do caso pode demorar. A perícia tem o tempo dela. Nós temos que aguardar, aponta o delegado. Familiares e vizinhos ligados ao casal serão ouvidos. PESAR - Os corpos de Delza e Valter foram velados juntos em uma das salas da Capela Jardins, localizada na região central de Cuiabá. O clima no local era de muito pesar. Amigos próximos ao casal disseram que Delza e Valter estavam em processo de separação e isso poderia ter provocado a tragédia. O enterro ocorreu no final da tarde de ontem, no Cemitério da Capela do Piçarrão, em Várzea Grande.