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CIDADES
Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011, 20h:53

TERRENOS NO CONCIL

Moradores protestam contra descaso quanto aos baldios

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Enquanto o Ministério da Saúde convoca uma mobilização nacional de combate à dengue, em Cuiabá, moradores da rua Tereza Lobo, no bairro Consil, reclamam da ineficiência da prefeitura. A indignação é tão grande que uma placa em que o mosquito transmissor da doença, o Aedes Aegypti, decretava pena de morte à Capital foi instalada em um dos terrenos baldios existentes no bairro. A placa foi retirada ainda ontem de manhã. Porém, continuava a revolta dos moradores e de trabalhadores de estabelecimentos comerciais e empresas que ficam nas proximidades. “Em administração, Cuiabá é nota zero, o prefeito não faz nada”, criticou o designer gráfico José Leonardo Martins, 28 anos. “A situação de Cuiabá é de calamidade pública. A cidade corre risco de uma epidemia da dengue e não temos ações concretas de combate”, completou. Martins observou que no terreno baldio há duas placas alertando às pessoas que “é proibido jogar lixo”. Porém, segundo ele, não surtem o efeito desejado. A Capital está entre os 70 municípios considerados prioritários pelo Ministério da Saúde para o controle da doença. Quem também considera lastimável a situação é a secretária Ângela Guedes, de 29 anos. “Um pouco é falta de consciência das pessoas, que jogam até pneus no local. O risco é grande para todo mundo, pois esses pneus enchem d’água e o mosquito voa, não fica parado”. Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o índice de infestação predial no Consil é abaixo de 1,3%. Ainda assim, o bairro vem recebendo as ações de rotina de eliminação dos focos do mosquito, como as visitas domiciliares feitas pelos agentes de endemias e o mutirão “Todos contra a dengue”, realizado entre setembro e dezembro do ano passado. Último boletim divulgado pela SMS referente à primeira semana de janeiro corrente confirmava o registro de 16 casos da doença na Capital. Entre os bairros com maiores índices de proliferação do mosquito estavam Santa Isabel, Jardim Industriário, Campo Velho e Canjica. O diretor de Servidos Urbanos da Secretaria de Infraestrutura, Raufrides Macedo, também garantiu que terrenos baldios do Consil passaram por limpeza em dezembro último. “Nesse período de chuvas, o mato cresce mesmo”, comentou. Ele observou também que uma das áreas fica na cabeceira do córrego da Prainha, onde a vegetação não pode ser retirada. “A gente não pode mexer em áreas de proteção”. Por outro lado, Macedo garantiu que ainda ontem à tarde verificaria in loco a situação para determinar a limpeza nos locais necessários.

Edição EDIÇÃO 16962




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