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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 04 de Julho de 2009, 10h:25

HANSENÍASE

Moradores de VG comparecem em campanha

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Na casa da dona-de-casa S.R.F, 45 anos, ela e outros três filhos fazem ou já fizeram tratamento contra a hanseníase, uma doença dermatoneurológica que apresenta sinais como manchas e compromete todos os nervos do organismo, inclusive o óptico. Preocupada, S.F. levou toda a família à sede do Programa de Saúde da Família (PSF) do bairro São Mateus, em Várzea Grande. O PSF realizou ontem a campanha “Dia da Pele”, com o objetivo de diagnosticar precocemente novos casos e encaminhá-los para tratamento. “A hanseníase é uma doença curável, mas muita gente tem vergonha de procurar a unidade para esse tipo de consulta e quando a gente faz uma campanha como esta queremos orientar e dizer que essas consultas são de rotina”, disse o médico de Saúda da Família e Coletividade, Natanael Matos Nascimento. Segundo Nascimento, atualmente 32 pessoas estão em tratamento contra a doença. Para ele, o número é o esperado, já que a região conta com cerca de 20 mil habitantes. Ontem, a expectativa era atender 200 pessoas durante todo o dia. A campanha teve a parceria da Sociedade Brasileira de Dermatologia Regional Mato Grosso. A transmissão se dá pela via respiratória, sendo que existem quatro formas da doença. Daí o motivo de preocupação da dona S.R.F., que tem sete filhos. Ela ainda faz o tratamento contra a doença, outros dois filhos já conseguiram a cura e, um ainda toma os medicamentos. Mas, outra filha de 18 anos também começou a apresentar os sintomas da doença. “Sinto dores no nervo do braço direito e tenho manchas brancas na perna”, mostra a garota. “Se ficar constatada doença, vou iniciar o tratamento imediatamente”, afirmou. Em 2008, Mato Grosso apresentou uma redução de 13% no número de casos novos da doença. Porém, ainda é considerado um estado hiperendêmico, o que faz com que a população precise ficar sempre alerta. Em 2007, foram registrados 3.008 casos novos de hanseníase, número que baixou para 2.659 no ano passado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza a incidência de até 10 casos para 100 mil habitantes, escala que passou a ser usada desde o ano passado. No Estado, existem 80 casos para 100 mil habitantes – ou seja, índice oito vezes maior que o considerado tolerável dentro de determinada população. Uma das preocupações é o registro de casos em crianças. “Dos 2.659 casos novos, 153 eram em crianças com menos de 15 anos”, observou Natanael Nascimento. Segundo ele, a taxa de cura no Estado é de 80%. O preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 90%.

Edição EDIÇÃO 16968




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