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CIDADES
Sexta-feira, 17 de Outubro de 2014, 20h:59

SUNSET BOULEVARD

Moradores cobram apoio da construtora Plaenge

Em situação delicada, os condôminos pedem auxílio moradia e alimentação

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Moradores do Edifício Sunset Boulevard, que fica no bairro Araés, em Cuiabá, fizeram uma carreata, que saiu do condomínio, na rua Desembargador José de Mesquita, até à sede administrativa da Plaenge Construções, na avenida São Sebastião, para cobrar apoio da empresa. Entregue pela Plaenge em 2002, o prédio, com 23 andares e 92 famílias, teve um curto-circuito na madrugada da última terça-feira (14). Desde então, o prédio foi interditado e os moradores estão em casas de parentes ou em hotéis. Enquanto isso, eles afirmam que a construtora não prestou qualquer tipo de assistência. “É muito fácil soltar uma nota na imprensa dizendo que está auxiliando as famílias. Auxiliando em quê? Se nem ligar para perguntar se estávamos bem ou vivos ligaram”, afirmou o advogado Huendel Rolim. Na porta da construtora, os moradores foram recebidos pelo diretor geral da Plaenge, Rogério Fabian, que depois se reuniu por cerca de 30 minutos com representantes das famílias, que cobravam auxílio moradia e alimentação. Fabian garantiu que a empresa desde o inicio se mostrou preocupada com as famílias, mas destacou que as causas do curto-circuito ainda estão sendo investigadas e que não há nada comprovado de que a culpa é da Plaenge, que voluntariamente fez um recall na parte elétrica do edifício há dois meses. “Nosso posicionamento é aguardar a perícia técnica e a nossa disponibilidade é de, se os moradores aceitarem, a partir do momento que as autoridades liberem, reestabelecer a energia e, depois, atender as demandas individuais”, disse descartando a assistência moradia ou alimentação. Mas, a situação mudou um pouco, após a reunião com os representantes dos condôminos. “Ficou decidido que nós vamos fazer um levantamento de quanto seria necessário para cada família. É como se fosse uma diária referente a alimentação e a parte de hospedagem”, comentou Rolim. Porém, a proposta ainda seria encaminhada para aval ou não da diretoria da empresa, em Londrina (PR). Na terça, o edifício ficou tomado por uma densa camada de fumaça e houve danos em vários apartamentos. Segundo os manifestantes, ainda há pessoas internadas em hospitais da capital com pneumonia tóxica e broncopneumonia, causadas pela inalação da fumaça durante o curto-circuito. “Meus filhos estão com bronquite”, disse o advogado Bruno Oliveira Costa, pai de dois bebês de 4 meses. Para ele, a Plaenge assumiu o risco por eventuais problemas quando determinou a realização de manutenção na parte elétrica. Na ocasião, uma grande operação envolvendo Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Polícia Militar foi montada para que algumas pessoas, presas nos andares mais altos, pudessem ser retiradas. A manifestação reuniu cerca de 80 moradores, que saíram em carreata pelas principais vias da cidade. Devido à quantidade de veículos, a avenida São Sebastião ficou parcialmente interditada. O trânsito ficou lento na região.

Edição EDIÇÃO 16962




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