Morador antigo do bairro Pedra 90, Benedito Pereira da Silva relatou o caso de uma mulher que, segundo ele, morreu por falta de transporte apropriado para o tratamento de hemodiálise. Ela, contou o aposentado, tinha cerca de 50 anos e ia para as sessões acompanhada do marido. O morador disse que a paciente ficou aproximadamente 15 dias sem realizar as sessões, devido à dificuldade de acesso ao único meio de transporte acessível e gratuito no caso dela, o ônibus. Ficou 15 dias sem fazer e morreu. Isso já faz mais ou menos um ano. A gente não pode desistir, porque se desistir, a gente morre, disse ele, emocionado. Secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares disse compreender a necessidade dos pacientes, porém acha que não cabe à saúde pública assumir tal responsabilidade, mas ao serviço social. Argumenta que a obrigação do SUS de oferecer transporte para pacientes só é válida em casos de urgência e emergência, pois atender apenas um grupo com o serviço especial fere o princípio de igualdade de direitos em detrimento de centenas. Ainda conforme Soares, dois veículos do município atendem 28 pacientes, sendo 15 de hemodiálise. Segundo ele, o objetivo é levar os dados e a necessidade ao Ministério Público para encontrar uma solução para atender a demanda. (APB)