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CIDADES
Segunda-feira, 31 de Março de 2008, 21h:02

SÃO VICENTE

Monitoramento de acidente em fase final

Já estão em fase final os trabalhos de monitoramento realizados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente no acidente que aconteceu neste domingo, na BR-364, região da serra de São de São Vicente. Três caminhões e um carro de passeio se colidiram. Um dos caminhões, carregado de produtos químicos, despejou mais de 27 toneladas de substâncias tóxicas, como peróxido de oxigênio, clorito de sódio, Baycide e sulfeto de sódio, na rodovia. O acidente interditou a estrada, que só foi liberada às 22 horas do domingo. Com o trânsito interrompido, formou-se um congestionamento de quase 50 quilômetros. Equipes da Defesa Civil trabalharam para evitar o contato dos produtos químicos com córregos que cortam a serra e o alastramento das toxinas. Durante a tarde de domingo, a chuva atrapalhou o trabalho dos técnicos. Os produtos químicos, ao entrar em contato com a água, provocaram reações que formavam gases tóxicos. Com isso, a evaporação trazia riscos aos motoristas que estavam próximos do local do acidente e até mesmo da própria equipe da Sema. O coordenador de atendimento a acidentes ambientais da Defesa Civil, João Carlos Rocha, informou ontem que a situação foi controlada. Para conter o avanço dos produtos de alto risco ambiental, foram utilizados 24 mil metros cúbicos de areia. Segundo informações da Sema, a empresa dona da carga que foi derramada não possuía plano emergencial, o que é obrigatório. Diante disso, uma empresa privada foi contratada pela Secretaria para ajudar nos trabalhos de limpeza. Na tarde de ontem, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o trânsito no local estava liberado, porém lento. A curiosidade dos motoristas em ver o local do acidente tornava o trecho caótico. Até ontem, patrulheiros da corporação faziam o monitoramento do tráfego da região. Este é o nono acidente com produtos químicos atendido pela Sema só este ano. Em todos os acidentes desta natureza são emitidos autos de inspeção e notificação. Esses procedimentos são encaminhados para a Superintendência de Ações Descentralizadas da Sema, onde é avaliado o grau de poluição. Também vai ser feito um estudo sobre o impacto que os produtos causaram ao meio ambiente.

Edição EDIÇÃO 16967




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