Ontem também foi dia de mobilização dos professores das escolas públicas do ensino básico de Mato Grosso. A atividade é uma preparação para a paralisação nacional, que acontece na próxima terça-feira. O ato é pela implantação imediata do piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica (PSPN). Em Cuiabá, o assunto era uma das pautas de uma reunião, à tarde, entre representantes das escolas municipais, creches, do Sindicato dos Trabalhadores (subsede Cuiabá), além de pais. De acordo com o presidente do Sintep, Gilmar Soares, a luta é pelo PSPN e, consequentemente, pela valorização da carreira dos profissionais da educação. O PSPN está previsto na Lei 11.738 de 2008. Porém, a maioria dos municípios ainda não cumpriu. Em Mato Grosso, um levantamento feito pelo sindicato revela que apenas um dos municípios que enviaram informações à entidade há o pagamento do piso de R$ 1.132,42 por 30 horas semanais. Em outros, a jornada ainda é de 40 semanais. Os trabalhadores também lutam contra o projeto de pisos regionais (PEC 440/09) e programa de inclusão dos recursos do transporte escolar no Fundeb, pelo julgamento do mérito no Supremo Tribunal Federal da Adin contra a Lei 11.738/08 movida por prefeitos e governadores, entre outras pautas de reivindicação. (JD)