CIDADES
Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010, 10h:17
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JÚLIO MÜLLER
Ministério da Saúde vai mediar ampliação de serviços
O Ministério da Saúde convocou as secretarias da pasta estadual e municipal para uma reunião em Brasília, no dia 26 de fevereiro, para discutir a subcontratação de serviços do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM) pelas esferas de governo. O problema agrava ainda mais a situação da unidade hospitalar, que pode fechar no dia 1° de março, mesmo com a existência de uma determinação da Justiça Federal que impõe o funcionamento pleno da instituição. O superintendente do HUJM, José Carlos Amaral, prestou depoimento ontem na CPI da Saúde, na Assembleia Legislativa. Ele afirmou que ao longo dos anos o Júlio Müller ampliou os serviços prestados, diante das necessidades da população, mas que hoje a capacidade está ociosa pelo fato de a prefeitura de Cuiabá contratar as atividades de outras unidades, parte delas, privadas. Temos 20 leitos desativados e toda a área de diagnóstico do hospital está subutilizada. Temos um déficit mensal de R$ 400 mil, que poderia ser coberto se o município contratasse toda a capacidade do hospital. Seria bom para os dois lados, uma vez que a prestação de serviços pelo HUJM é mais barato que nas outras unidades de Saúde, já que o pagamento de grande parte dos funcionários é feito pelo governo federal, e esse é um custo a menos no valor, pontuou. O superintendente disse que o município recebe cerca de R$ 9 milhões mensais para contratação de serviços de média e alta complexidade, e que apenas R$ 680 mil são contratados do HUJM, um dos principais hospitais do Estado. Nossa dúvida é aonde é investido o restante do dinheiro. Amaral afirmou que se o município pagasse pela prestação de mais serviços, ampliando o número de pessoas atendidas, a unidade universitária encontraria uma solução para parte da crise instalada. Se R$ 1,5 milhão fosse repassado ao HUJM por mês, ativaríamos os demais leitos e resolveríamos parcialmente os problemas das filas na Saúde em Cuiabá e, também a crise financeira do Júlio Müller. Amaral disse, durante o depoimento, que hoje a unidade acumula uma dívida de R$ 600 mil, pelo fato de parte do orçamento da UFMT ter sido utilizado no final do ano para pagamento das contas do hospital. Diante das declarações, o presidente da CPI, Sérgio Ricardo, afirmou que encaminhará um pedido às secretarias de Saúde do Estado e de Cuiabá para que a contratação de serviços do HUJM seja revista. O hospital ainda corre o risco de fechar por conta da redução das horas de plantão de 22 mil para 6 mil mensais.