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CIDADES
Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012, 21h:26

IMAZON

Metade da madeira extraída em MT é ilegal

LAURA NABUCO
Da Reportagem
Pelo menos 47% da madeira extraída de território mato-grossense entre agosto de 2010 e julho de 2011 tiveram origem ilegal. A constatação é do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que apontou 65,4 mil hectares devastados irregularmente. Conforme os dados obtidos a partir dos sistemas de informação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), 69% da área desmatada sem autorização estava concentrada em apenas 10 cidades. Embora tenha apresentado uma redução de 38 hectares na exploração ilegal de madeira, em comparação ao mesmo período do ano passado, União do Sul (distante 689 quilômetros ao Norte de Cuiabá) é apontada como a campeã da lista, com 9.810 hectares destruídos. Em segundo e terceiro lugar no ranking aparecem, Feliz Natal (que desmatou 6.996 hectares) e Cláudia (5.427 hectares). As duas cidades apresentaram aumento nas taxas de devastação irregular. Entre 2009 e 2010, as áreas degradadas pelos dois municípios somavam 8,5 mil hectares. O levantamento mais atual, por sua vez, revelou um crescimento de 2,8 mil hectares na primeira e de mil hectares na segunda. O instituto também verificou que 99% da madeira retirada de locais proibidos estava em áreas privadas, devolutas ou sob disputa. Além disso, 186 hectares afetados estavam dentro de terras indígenas. Situada em Juara (a 690 quilômetros da Capital), a reserva Apiká-Kayabi foi a mais afetada: acumulava 70% do total de desmatamento detectado em áreas demarcadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Entre os locais que possuíam autorização para retirada de madeira também foram encontradas irregularidades. Das 197 autorizações de exploração florestal (Autexs) avaliadas, 15 revelara que o manejo foi realizado antes do permitido. Em oito casos se constatou que não havia “cicatrizes” na mata a qual a Autex se referia. Apesar disso, foi identificada comercialização de madeira supostamente extraída destes locais. Outras duas áreas com manejo autorizado estavam se sobrepondo à demarcação de territórios protegidos e um dos locais demonstrou desmatamento acima do que havia sido permitido.

Edição EDIÇÃO 16962




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