A não decretação de prisão preventiva é uma medida incorreta, na avaliação do delegado Dirceu Lino, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia de Mato Grosso (Sindepol). Em seu entendimento, o Estado precisa fornecer condições gerais de segurança pública. E, nessas condições, é preciso ter vagas nos presídios suficientes para a demanda. É preciso exigir essa disponibilidade de vagas. Afinal, pagamos impostos e precisamos ter serviços essenciais. E segurança pública se inclui nesses serviços. O que não pode é haver distorções, como presos que deveriam estar soltos, e quem precisaria estar atrás das grades, está livre, frisou. Para o presidente do Sindepol, o Ministério Público Estadual (MPE) tem que agir no sentido de exigir mais vagas nos presídios. Quem cometeu crimes graves deve ficar preso sim, completou. Acrescentou que não tem recebido queixas dos delegados, mas as discussões são sempre relacionadas a prisões. Lino lembrou que os delegados, assim como policiais, reclamam sempre que prendem e, em seguida, os bandidos são soltos pouco tempo depois. A polícia acaba sendo a vilã da história. A situação, infelizmente é essa, completou. (AR)