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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 12 de Março de 2011, 13h:19

VÁRZEA GRANDE

Médicos retomam as atividades

Os médicos de Várzea Grande decidiram acatar por inteiro a proposta feita pela prefeitura e pôr, assim, fim à greve da categoria que durou três meses. A decisão foi tomada na noite de sexta-feira, durante assembleia geral. Os médicos voltaram ao trabalho nas unidades públicas de saúde de Várzea Grande ainda ontem. Conforme a proposta do Executivo municipal, o acordo com os profissionais prevê o pagamento de verbas indenizatórias, atrasadas há mais de cinco meses, até o dia 10 de cada mês a partir de maio, além da diferença de R$ 300 de reajuste do piso salarial da categoria. Segundo os médicos, esse repasse deveria ter ocorrido em setembro passado, o que não foi cumprido pela então administração municipal, depois de acordo firmado em dezembro de 2009. Segundo o Sindicato dos Médicos, o compromisso feito com a prefeitura é para que quite todos os débitos com os profissionais até dia 10 de maio. Ainda de acordo com o Sindimed, a prefeitura garantiu a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) ainda em maio, quando os salários dos médicos da cidade deve saltar para R$ 1,9 mil. Uma das principais reivindicações da categoria é quanto à necessidade de uma profunda reforma no Pronto-Socorro de Várzea Grande, em virtude das diversas irregularidades apontadas na unidade após vistorias e interdição ética do Conselho Regional de Medicina (CRM). A unidade está fechada há mais de um mês para que se proceda a reforma. ESTADO – Na contramão dos servidores de Várzea Grande, os médicos do quadro público estadual, sobretudo dos hospitais regionais do interior, mantêm o movimento paredista para protestar contra a decisão do governo de terceirizar a gestão das unidades. Apenas os serviços de urgência e emergência são mantidos nos hospitais. Mato Grosso tem 495 médicos em seu quadro funcional. A concorrência, na modalidade chamada pública, para as instituições do terceiro setor interessadas em tocar os hospitais, já foi publicada em Diário Oficial. Para o Sindimed, o modelo de gestão configura privatização de um serviço que é de responsabilidade do Estado. O Sindimed disse ainda que o tipo de gestão, ao não priorizar concursados, significa o sucateamento do serviço público e o Estado não terá médicos que aceitem trabalhar nesse modelo. Os servidores de outras carreiras da Saúde do Estado também entram em greve nesta semana. Em entrevistas anteriores, o secretário de Saúde, Pedro Henry, considerou “imoral” o movimento paredista que, para ele, está travestido de uma campanha salarial. Henry teria dito na sexta-feira, durante reunião com prefeitos, que os médicos querem subir o piso salarial de R$ 1.973 para R$ 5.797, na carga horária de 20 horas, e de R$ 3.683 para R$ 10.754, para o trabalho em 40 horas, conforme teria sido apresentado por eles em pauta de reivindicação endereçada à Secretaria.

Edição EDIÇÃO 16962




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