CIDADES
Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009, 09h:04
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PREVIDÊNCIA
Médicos e mais dois são indiciados pela Federal
Acusados fariam parte de quadrilha que fraudava órgão, desmantelada em operação
STEFFANIE SCHMIDT
Especial para o Diário
Dois médicos assistentes do Instituo Nacional do Seguro Social (INSS), além do despachante Mário da Bengala e sua esposa, foram indiciados ontem, pela Polícia Federal (PF), pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato previdenciário e falsificação de atestado médico, segundo informações do órgão. A suspeita é de que a ação do grupo tenha causado um prejuízo de R$ 600 mil aos cofres públicos com a emissão de atestados falsificados que permitiam o recebimento do benefício garantido pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Eles não tiveram os nomes revelados pela PF. Além disso, a polícia conseguiu, junto à 5ª Vara da Justiça Federal, a prorrogação da prisão preventiva do casal de despachantes. A alegação é de que eles poderiam causar riscos ao período de instrução do inquérito, que consiste na produção das provas. Mário da Bengala se encontra detido na Penitenciária Central de Cuiabá, antigo Pascoal Ramos, enquanto sua esposa está na penitenciária feminina Ana Maria do Couto May. A previsão, segundo a PF, é de que até domingo eles sejam liberados, com o vencimento da prisão preventiva. A PF ainda não decidiu se vai indiciar também os 11 beneficiários irregulares que passaram por nova perícia técnica na semana passada, mas informou que as investigações ainda não foram concluídas. Ao todo, foram constatados 35 benefícios irregulares. Todos estão sujeitos a responder pelo crime de estelionato previdenciário, que prevê de 1 a 3 anos de reclusão, segundo o superintendente da PF em Mato Grosso, Oslaim Campos. Mário da Bengala recebia valores indevidos do INSS desde 1996 e cobrava 20% de benefício que ajudava a fraudar. INTERIOR Em Barra do Garças (a 1.160 quilômetros de Cuiabá), 11 pessoas também acusadas de fraudar o órgão foram denunciadas pelo Ministério Público Federal. Todas tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça Federal. A quadrilha foi desmantelada no dia 14 de agosto, pela PF, durante a Operação Publicanos. A estimativa é de que R$ 2,2 milhões tenham sido desviados por meio da concessão de 150 aposentadorias irregulares.