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CIDADES
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009, 21h:09

SORRISO

Médicos do Hospital Regional interrompem serviços eletivos

TANIA RAUBER
Da Reportagem/Sinop
Além do tempo de espera nas filas para conseguir uma consulta ou cirurgia, pacientes de 15 municípios que integram o Consórcio Intermunicipal de Saúde Teles Pires, e que já estavam com horário marcado no Hospital Regional de Saúde, terão que aguardar mais ainda. O motivo é a paralisação parcial dos trabalhos pelo quadro médico da unidade. Desde ontem, foram suspensos os serviços ambulatoriais e cirurgias eletivas oferecidas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente os atendimentos de emergência são mantidos. Segundo uma fonte que trabalha na unidade, a paralisação é por tempo indeterminado. A categoria alega o não cumprimento da proposta de reajuste salarial feita no ano passado. Os salários dos médicos são pagos pelo Estado e também pelos municípios atendidos. Cada um dos 53 profissionais que atuam na unidade recebe, além do salário pago pelo Estado, a complementação de R$ 5.200 pelo consórcio. No ano passado, os atendimentos também foram parcialmente suspensos e a situação só foi normalizada após reunião entre os profissionais e prefeitos dos municípios integrantes do consórcio, quando foi acordada a concessão de 40% de aumento. Destes, 20% seriam pagos naquele ano e, o restante (20%), no início de 2009. Porém, a categoria alega que isso não foi cumprido. Já o presidente do consórcio e prefeito de Nova Ubiratã, Osmar Rosseto (Chiquinho), declarou que, na época, ficou acertado o pagamento de 20% de reajuste e análise, este ano, da possível concessão de mais 20%. Porém, o consórcio não teria condições de arcar com este percentual. “Quando nós concedemos o reajuste não avaliamos os impactos que teríamos. Houve um aumento em extras e outras despesas e os municípios não têm condições de arcar com isso”. Outra situação apresentada por ele é a implantação do Pacto pela Saúde em todo o país, que promove alterações nos serviços oferecidos pelos municípios, Estado e União. “Não está claro ainda como vai funcionar. Se aumentamos agora os repasses para atendimentos de média e alta complexidade, e depois, com estas alterações, teremos que aumentar ainda mais”. Segundo ele, os municípios vão cobrar apoio do governo do Estado para resolver esta situação. “O consórcio não tem condições de pagar esse reajuste. Então estamos aguardando uma reunião com o secretário de Saúde e, se possível, o governador do Estado, para que intervenham lá dentro”. Além da questão salarial, outros assuntos devem ser discutidos, como a otimização do espaço para garantir melhorias no atendimento. Porém, esta negociação deve ocorrer somente na semana que vem. Enquanto isso, os pacientes que dependem do SUS terão que aguardar. A Secretaria de Estado de Saúde afirmou, por meio de nota, que o Hospital Regional está no seu pleno funcionamento no que é missão e dever do Estado. Os serviços de urgência e emergência, internações e UTIs, que são da responsabilidade do Estado, não estão paralisados. Esclareceu ainda que a contrapartida do governo para os atendimentos eletivos, de responsabilidade do consórcio, está em dia com os repasses.

Edição EDIÇÃO 16962




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