CIDADES
Sábado, 22 de Agosto de 2009, 08h:49
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OPERAÇÃO BENGALA
Médico assistente presta depoimento
STEFFANIE SHMIDIT
Especial para o Diário
A Polícia Federal ouviu ontem um dos dois médicos assistentes acusados de emitir laudos falsificados para benefícios irregulares do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mesmo depois de comprovada a fraude em cinco desses casos, por meio de nova perícia, não existe ainda nenhum pedido de prisão contra os médicos fraudadores. A Operação Bengala, deflagrada na manhã de quinta-feira pela PF, prendeu o despachante Mário da Bengala e sua esposa, e colocou sob suspeita 11 pessoas envolvidas na fraude, entre beneficiários e médicos assistentes do INSS. A especialidade do médico ouvido pela delegada Luciana Campos da Luz é pediatria, segundo informações da PF. Curiosamente, os laudos fraudados envolviam problemas de ortopedia e psiquiatria, conforme balanço divulgado pela força-tarefa composta pela PF, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal (MPF). O outro médico convocado a depor solicitou que fosse adiada sua oitiva por conta de uma cirurgia já marcada. A PF informou que somente depois de ouvi-los e dos andamentos do inquérito é que vai estudar se solicita ou não a prisão dos envolvidos. Outros cinco beneficiários irregulares foram periciados novamente ontem, na sede da PF. Um sexto exame chegou a ser dispensado pela PF porque o favorecido confessou que estava trabalhando normalmente, o que já serviu para caracterizar a fraude. O despachante Mário da Bengala foi encaminhado, ainda na quinta-feira, para a Penitenciária Central do Estado, o antigo Pascoal Ramos, enquanto que sua esposa, que não teve o nome divulgado, foi encaminhada para o presídio feminino Ana Maria do Couto May. Esta é a segunda vez que a Polícia Federal encontra irregularidades nos benefícios concedidos pelo INSS em uma semana. No dia 14, 16 pessoas foram presas na região do Vale do Araguaia por requerer benefícios rurais retroativos de aposentadoria por idade, salário maternidade, pensão por morte e auxílio doença. O beneficiário ficava apenas com o valor futuro. O prejuízo calculado é de R$ 2,2 milhões.