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CIDADES
Sexta-feira, 27 de Julho de 2012, 21h:00

GRIPE H1N1

Mato-grossense morre em São Paulo

LAURA NABUCO
Da Reportagem
Em tratamento contra um câncer linfático em Rio Preto, cidade do interior de São Paulo, Sandra Regina da Silva Ferraz, 34 anos, mato-grossense de Alta Floresta (a 820 km de Cuiabá), morreu vítima do vírus H1N1. Ela havia passado por dois transplantes, o primeiro em fevereiro e o segundo em maio deste ano, e chegou a ficar 15 dias internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital de Base do município paulista para combater a gripe A. Por meio da assessoria, a unidade de saúde negou que Sandra tivesse contraído a doença dentro da unidade e justificou a morte, afirmando se tratar de uma paciente com o sistema imunológico fragilizado. Isso porque ela teria recebido alta antes de precisar ser internada mais uma vez com sintomas de uma forte gripe. Em Mato Grosso, no período de apenas uma semana, o número de ocorrências de infecção pelo H1N1 passou de 34 para 50 casos. Desse total, 22 ainda estão sob investigação. Cuiabá, Campo Verde e Paranatinga ocorreram mortes, uma em cada cidade. Apesar dos números, a gerente da Vigilância Epidemiológica do Estado, Valéria Cristina da Silva, garante que as ocorrências estão dentro do esperado e descarta a possibilidade de surto. Na Capital, atualmente quatro pacientes têm suspeitas da doença e outros seis já tiveram os diagnósticos confirmados. Cuiabá está empatada com Rondonópolis no levantamento divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde. Na terceira maior cidade do Estado, dois casos foram constatados e outros oito passam por avaliação. Ao todo, 10 suspeitas da doença foram descartadas. Por ter sintomas semelhantes ao de uma gripe comum, a identificação da doença é mais difícil.

Edição EDIÇÃO 16961




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