CIDADES
Terça-feira, 09 de Junho de 2009, 22h:19
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RODOVIA
Manifestantes dizem fechar a 158 de vez se não atendidos
Hoje, até o meio-dia. Este é o último prazo para que autoridades convocadas pelos manifestantes que mantêm o bloqueio na BR-158, entre Bom Jesus do Araguaia e Serra Nova Dourada, região leste de Mato Grosso, compareçam no local para atender a reivindicação dos manifestantes, que exigem a resolução do impasse de terras, existente há sete anos. Caso contrário, a pista será tomada definitivamente. Desde a manhã de segunda-feira, o tráfego estava sendo permitido somente por meia hora, a cada 12 horas. Esgotado o prazo, declaram os manifestantes, será feito o bloqueio ininterrupto da rodovia, sendo liberada somente para ambulâncias e ônibus escolares. Entre as presenças exigidas pelos manifestantes estão a do procurador federal Mário Lúcio Avelar, do superintendente estadual do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Wilian Sampaio, e do presidente nacional do órgão, Rolf Hackbart. O protesto iniciado nesta segunda-feira é contra a retirada de mil famílias da fazenda Borbon (Bordolândia), localizada na região. Ligados à Comissão Pastoral da Terra (CPT) e à Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetagri), eles exigiram a presença de autoridades até a manhã de hoje. Em 2007, uma decisão judicial sobre a fazenda disputada na reforma agrária, do Supremo Tribunal Federal, deveria dar fim ao impasse sobre a área, onde os sem-terra já estavam acampados. Foi concedida, enfim, a provisória imissão de posse da terra no Incra. Entretanto, grileiros exclusos da reforma agrária têm ocupado áreas de reserva legal dentro da fazenda, gerando todo o transtorno, segundo Antônio Paulo da Silva, secretário do Fetagri. Isso teria motivado o procurador Avelar a entrar com uma ação civil pública contra os grileiros por degradação ambiental, o que acabou retirando todas as famílias da área, inclusive os assentados, colocados lá pelo Incra. (DC)