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CIDADES
Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011, 20h:14

CUIABÁ

Malária atinge a zona urbana

ANA ADÉLIA JÁCOMO
Da Reportagem
Três casos de malária já foram confirmados este mês em Cuiabá. O curioso é que a doença normalmente é comum em zonas rurais e de mata fechada, não sendo recorrente em perímetros urbanos. Um rapaz de 23 anos teria sido internado no Hospital Jardim Cuiabá com a doença, que é transmitida pela picada de um mosquito. A gerente de Vigilância às Doenças e Agravos Transmissíveis, Flávia Guimarães, afirma que, dos três caos, dois estão em fase de investigação para saber como os pacientes foram contaminados. “Uma pessoa é de Várzea Grande e a outra mora em Cuiabá, mas veio de Rondônia há seis meses”, explica a profissional. Contudo, o período de encubação da doença é de 8 a 30 dias e, portanto, a doença deve ter sido adquirida na própria capital mato-grossense. Flávia pondera que o Município não costuma tratar os pacientes em estado mais brando de malária em unidades hospitalares. Ela aponta que o Hospital Julio Muller atende os doentes, mas que vem optando por fazer a medicação assistida em casa. “Temos duas pessoas sendo tratadas em casa. Elas vão ao hospital, pegam as medicações e ficam de repouso na residência, com retorno a cada 15 dias”, diz a gerente. A gerente afirma que não há vacina para a malária, mas que algumas medidas podem inibir a doença, como por exemplo o uso de repelentes em locais propícios à criação do mosquito. Além disso, ela cita o uso de roupas de mangas compridas e calças. “As pessoas pensam que é preciso viajar para regiões distantes para serem infectadas, mas não é bem assim. Passeios em cachoeiras, pescas e caminhadas na mata podem ser perigosos sem a proteção específica”. Sintomas - É preciso ter atenção quanto aos sintomas da malária, que podem começar com dores de cabeça, fadiga, febre e náuseas. Estes sintomas podem durar vários dias. Sem tratamento, a doença pode progredir para acessos de calafrio e febre. Raramente a doença pode levar a morte, a não ser que seja diagnosticada como malária maligna, que debilita o paciente cronicamente.

Edição EDIÇÃO 16960




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