Os recentes estragos causados pelas chuvas no Rio Grande do Sul ocasionarão o atraso no cronograma de retirada da chalana Semi To a Toa do rio Cuiabá, em Porto Cercado, Poconé. A empresa Firma de Mergulho, que começaria a içar a embarcação no dia 4, solicitou prorrogação de prazo por mais 30 dias, por estar auxiliando resgates no Sul do país. Estamos dando apoio nas ações realizadas pela Defesa Civil nos locais em que há destruição causada pelas enchentes. Contudo, pretendemos chegar a Mato Grosso até a semana que vem, se possível na segunda-feira (11) começaremos os trabalhos no Pantanal, disse o proprietário da empresa, Pedro Sidou, por telefone. A Firma de Mergulho é uma empresa sulista e foi contratada pelo governo do Estado com dispensa de licitação, após uma espera de um ano e nove meses. A remoção do barco é fundamental para a realização de uma perícia técnica, que poderá comprovar as causas da tragédia em Poconé, que causou a morte de nove pessoas em março de 2008. A equipe de Sidou é composta por seis mergulhadores profissionais. Primeiro o grupo removerá a areia que se acumulou no fundo da embarcação, com o uso de uma draga, e, depois, colocará bóias para que a estrutura da embarcação flutue. O grupo de mergulhadores profissionais que içará o barco a 7 metros de profundidade deverá enfrentar uma série de dificuldades para a realização do trabalho. Nos informaram que as chuvas estão fazendo com que a correnteza no rio aumente, o que dificulta ainda mais nosso trabalho. Para nós é interessante realizarmos o trabalho quando as chuvas derem trégua e o rio se estabilizar, pontuou. O serviço custará R$ 150 mil aos cofres públicos e, inicialmente deveria ser finalizado até o dia 8 de janeiro. Contudo, está previsto no contrato com o governo do Estado a possibilidade de prorrogação do prazo por até 120 dias. Autoridades policiais que investigam o caso acompanharão a remoção da chalana.