CIDADES
Quinta-feira, 17 de Março de 2011, 21h:22
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AEDES AEGYPTI
Mais de 300 casos de dengue em 1 semana
Ao todo, neste ano, já são 3,1 mil registros, com 16 situações graves. Óbitos são dois confirmados e um sob investigação, na Capital
DHIEGO MAIA e JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A cada semana mais pessoas são contaminadas pelo vírus da dengue em Mato Grosso. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), mais 341 pessoas contraíram dengue no Estado na última semana. Ao todo, de 1º de janeiro a 17 de março, já são 3.719 casos. No dia 10 de março, Mato Grosso contabilizava 3.378 notificações. Do total de casos, 16 são considerados graves. Ainda segundo o relatório, mais um caso de morte por dengue segue sob investigação no Estado. A morte ocorreu em Cuiabá, que já tem mais um caso sendo analisado. Os outros dois casos de óbitos foram confirmados e ocorreram nos municípios de General Carneiro e Pedra Preta. Cuiabá é de longe a cidade com o pior quadro da doença. A Capital corre risco de passar por um surto de dengue já que está com índice de infestação larval (Lira) do mosquito Aedes aegypti quase sete vezes superior ao tolerável pelo Ministério da Saúde, em 6,8%, quando o recomendado não deve passar de 1%. Por conta da realidade da doença em Cuiabá, Mato Grosso foi classificado como de alto risco de contaminação. Em alguns bairros da região sul de Cuiabá o índice de infestação beira 14,4%. O Lira também demonstrou que em 50,3% dos imóveis inspecionados pela Vigilância Epidemiológica, agentes de saúde encontraram larvas em caixas dágua, pratos e vasos de planta. A Capital também acumula a notificação de 465 casos da doença. Em Várzea Grande, a notificação é de 113 casos de dengue. Em Sinop, é de 563 casos de dengue. Em Rondonópolis, o total chega a 140 casos da doença. PEDRA 90 - Com um dos maiores índices do Lira e número de notificações de dengue, o Pedra 90, em Cuiabá, recebeu ontem o mutirão de limpeza e combate ao Aedes aegypti, transmissor da doença. Enquanto no geral a Capital apresenta o Lira de 6,8%, no bairro o índice é de 14,4%, o que representa a presença da larva do mosquito em 14,4 imóveis a cada grupo de cem. Neste ano, em Cuiabá já foram registrados 465 casos de dengue confirmados, sendo 228 confirmados. Do total de comprovados, o Pedra 90, que ano passado recebeu três mutirões, computa o maior número: 22 casos. Outros bairros que apresentam índices preocupantes são o Nova Esperança (14,4%), Bosque da Saúde (14,3%) e Terra Nova (14,3%), entre outros. Periferia da cidade, o Novo Paraíso I é um dos que apresenta um dos menores índices de 2,6%. Para a coordenadora do Programa de Controle da Dengue da Secretaria Municipal de Saúde, Alessandra Costa Carvalho, o levantamento é claro e revela o descuido por parte da população. Cinquenta e três por cento dos criadouros são as caixas dágua, afirmou. Segundo ela, depois dos reservatórios de água vem o chamado lixo da dengue como plásticos e latas (28,8%), depois os reservatórios móveis (10,5%). Os demais são lajes, sanitários, ralos (4,2%) e pneus ou depósitos naturais, como as bromélias. No Pedra 90, os agentes de saúde saíram de casa em casa. Se detectado focos o agente faz o tratamento ou solicita que sejam tomadas as providências para eliminação do criadouro, explicou Carvalho.