CIDADES
Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009, 00h:40
A
A
PARANATINGA
Mais 2 assaltantes presos na mata
A Polícia Militar prendeu mais dois acusados de participação no assalto ao Banco do Brasil em Paranatinga (a 370 quilômetros de Cuiabá) na semana passada. Os três assaltantes já presos estavam todos escondidos dentro da mata em uma área da reserva indígena da etnia Pareci, em Sapezal (a 473 quilômetros de Cuiabá). Indícios apontam que a quadrilha planejava dar sequência a assaltos em série e invadir a agência do Banco do Brasil de Sapezal. Uma grande soma de dinheiro estaria circulando em Sapezal nos últimos dias, tanto por causa do pagamento de 13º salário, quanto por conta do adiantamento no pagamento de soja, observou o comandante regional de Tangará da Serra, Ricardo Gil. Um dos criminosos foi visto dentro da agência bancária da cidade, a qual já foram solicitadas imagens das câmeras internas. Após sua prisão esta semana, João Antônio Ferreira teria sido reconhecido por uma cliente do banco. O comandante suspeita que a organização criminosa tentaria corromper algum funcionário do banco para obter informações privilegiadas e realizar o assalto e, caso não conseguisse, realizaria o sequestro de familiares de funcionários. Com a prisão de Ferreira, que seria o mentor da ação criminosa, a polícia conseguiu encontrar anteontem Wagner Maria Céspedes, 33 anos, e Walter Martins Lemos, 37 anos, ambos naturais de Rondônia. Eles foram encontrados em meio a mata, na mesma região em que foi preso Ferreira, este, detido na rodovia MT-388, que passa na área dos índios. Na ocasião houve tiroteio e dois comparsas fugiram. Wagner e Walter permaneceram quatro dias em uma área inóspita. Não sabemos como eles conseguiram sobreviver. Na região em que estavam faz muito frio à noite e muito calor durante o dia. Fora isso tem caído chuvas torrenciais ali nos últimos dias, apontou Gil. A polícia chegou aos suspeitos após uma denúncia feita por índios, que viram duas caminhonetes desconhecidas circulando na reserva. Quando foi preso, Ferreira afirmou que os dois foragidos eram os mentores do assalto. Porém, a Polícia Militar suspeita que os dois eram trabalhadores braçais. Na quadrilha cada um tinha sua função. Os dois foram vistos limpando a pista na reserva indígena para o avião que buscaria o dinheiro e armamentos pudesse pousar, falou. Eles negam envolvimento no crime, mas um deles estaria disposto a entregar o esquema por delação premiada. O grupo vindo de Rondônia comprava um carro na locadora da cidade que chegava e, então, após fazer o reconhecimento da cidade, realizava o assalto, fugindo em seguida para a Bolívia de avião. Outros cinco nomes de suspeitos de integrar o bando são investigados pela polícia.