CIDADES
Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013, 20h:37
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ARTE NA PRAÇA
Maioria defende projeto
São poucos os insatisfeitos com o projeto que está no centro de uma polêmica; prefeitura deu prazo para vendedores de comida
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A iminente retirada dos comerciantes de alimentos na praça Santos Dumont, na região central de Cuiabá, foi um dos assuntos mais comentados da semana. Comerciantes e trabalhadores que atuam nas proximidades defendem que as barracas gastronômicas do projeto Arte na Praça, realizado nos finais de semana, fazem parte da cultura cuiabana. São poucos os que reclamam dos transtornos. Não atrapalha em nada. Nossos clientes são diferentes dos deles e, por isso, não influencia em nada, afirma Fernando Santos, gerente de um dos mais tradicionais restaurantes localizados nas proximidades. Não sou contra a permanência. O gari Odenil Canavarro, mais conhecido como Baixinho, também não vê problemas. Eles não deixam sujeira ou comida esparramada pela praça. Faz um ano que trabalho aqui e não tenho do que me queixar dos proprietários das bancas, afirma. Funcionário público de uma escola particular nas imediações da praça, Celso Pereira diz que não costuma frequentar a feira. Porém, ele também não vê motivos para que deixe de funcionar. Não sou contra o evento porque é uma atração para a comunidade e evita que a praça fique isolada nos fins de semana, diz. De opinião semelhante é a vendedora Laiane Lopes de Araújo, 18 anos. Costumo frequentar a feira nos finais de semana e pelo que vejo tem muita gente que gosta, reúne a família. Os produtos são bons e a comida é muito boa. Todo mundo gosta, acredita. Já o proprietário de outro restaurante no local, Evandro Pavan, reclama dos transtornos. Não é bom. Gera transtorno no trânsito. Eles trancam e usam o estacionamento (do estabelecimento) e colocam todo o lixo na calçada, afirma. Queira ou não atrapalham todos os comerciantes que trabalham com alimentação. Ele lembra ainda que quando o restaurante funcionava à noite constantemente os frequentadores da feira pediam para usar seu banheiro. No último domingo (24), fiscais da prefeitura estiveram na praça e entregaram notificações aos comerciantes dando o prazo de 10 dias para que deixem o local. Porém, a coordenadora Geral da Arte na Praça e vice-presidente da Associação Mato-grossense de Produtores Artesanais (Ampa), Patrícia Fontes, solicitou prazo de 60 dias para que os comerciantes possam buscar uma solução para o problema. De acordo com a prefeitura, a solicitação de retirada dos comerciantes é uma recomendação do Ministério Público Estadual (MPE), feita pelo promotor de Justiça Ezequiel Borges de Campos, titular da 6ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Cuiabá, que entendeu que a permanência deles é irregular, uma vez que a praça é destinada, por força de Lei, à realização de feira de artesanato. A decisão do promotor de Justiça teve como base denúncia apresentada pelo Sindicato dos Hotéis, Restaurantes Bares e Similares.