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CIDADES
Sábado, 28 de Abril de 2012, 14h:26

Maioria ainda opina pelo uso da camisinha

Mesmo diante das contaminações por uma doença sem cura, grande parte dos jovens brasileiros não aprova o método de abstinência sexual. Entre os cinco entrevistados pelo Diário esta semana, as jornalistas Célia Mota (casada) e Tharyana Durigon (solteira), o universitário Lucas Rezende (solteiro), a gerente comercial Cris Ávila (casada) e a secretária Pollyana Cortez (namorando), a opinião foi maciça e pode ser resumida em: “o uso de preservativo é o procedimento mais eficaz para combater a Aids, afinal de contas não dá para ficar sem sexo”. Para justificar sua resposta, Pollyana, que perdeu a mãe por conta da doença, ressalta que, em sua opinião, ser infiel não é o problema “porque às vezes você não trai seu companheiro e mal sabe que ele tem o vírus”, portanto ela acha que o melhor método é o uso do preservativo. “As pessoas precisam parar de transar sem camisinha para provar aos outros que não tem nenhum tipo de doença. O uso do preservativo vem pra acabar com esse e outros preconceitos que um portador de HIV leva na sua vida. A falta de diálogo somado ao preconceito das pessoas só faz com que o vírus se alastre”, conclui. Já para a evangélica Mayara Domingues, de 19 anos, há principalmente entre os mais jovens uma espécie de “dependência psicológica” de sexo. “Tenho amigos e amigas que tiveram experiências ruins e, mesmo assim, continuam fazendo sexo com qualquer um apenas para não parecer antiquados ou caretas”, diz ela. “Eu digo a eles para se preservarem, para se valorizarem mais. Assim vão evitar não só doenças, mas um monte de outros problemas”. (JB)

Edição EDIÇÃO 16962




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