Mesmo diante das contaminações por uma doença sem cura, grande parte dos jovens brasileiros não aprova o método de abstinência sexual. Entre os cinco entrevistados pelo Diário esta semana, as jornalistas Célia Mota (casada) e Tharyana Durigon (solteira), o universitário Lucas Rezende (solteiro), a gerente comercial Cris Ávila (casada) e a secretária Pollyana Cortez (namorando), a opinião foi maciça e pode ser resumida em: o uso de preservativo é o procedimento mais eficaz para combater a Aids, afinal de contas não dá para ficar sem sexo. Para justificar sua resposta, Pollyana, que perdeu a mãe por conta da doença, ressalta que, em sua opinião, ser infiel não é o problema porque às vezes você não trai seu companheiro e mal sabe que ele tem o vírus, portanto ela acha que o melhor método é o uso do preservativo. As pessoas precisam parar de transar sem camisinha para provar aos outros que não tem nenhum tipo de doença. O uso do preservativo vem pra acabar com esse e outros preconceitos que um portador de HIV leva na sua vida. A falta de diálogo somado ao preconceito das pessoas só faz com que o vírus se alastre, conclui. Já para a evangélica Mayara Domingues, de 19 anos, há principalmente entre os mais jovens uma espécie de dependência psicológica de sexo. Tenho amigos e amigas que tiveram experiências ruins e, mesmo assim, continuam fazendo sexo com qualquer um apenas para não parecer antiquados ou caretas, diz ela. Eu digo a eles para se preservarem, para se valorizarem mais. Assim vão evitar não só doenças, mas um monte de outros problemas. (JB)