CIDADES
Quinta-feira, 24 de Julho de 2008, 21h:47
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INTECOL
Maggi destaca saneamento básico
Presente no evento, o governador destacou a importância do saneamento básico nas áreas de entorno do Pantanal para a preservação ambiental
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
As áreas úmidas do Pantanal abrangem aproximadamente 250 mil quilômetros quadrados. Ontem, durante a Conferência Internacional de Áreas Úmidas (Intecol), em Cuiabá, o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, considerou que os principais problemas da maior planície alagada do mundo têm origem em áreas como da Bacia do Alto Paraguai (BAP). Depois de percorrer os estandes da Intecol, o governador falou cerca de 15 minutos aos participantes. Segundo Maggi, uma das grandes preocupações do Estado é a questão do saneamento básico das cidades localizadas ao redor e ao longo dos rios formadores do Pantanal. Para resolver o problema, Maggi citou o programa Pantanal, do Governo Federal, em parceria com o Estado, que visa promover o desenvolvimento sustentável da BAP, por meio do gerenciamento e da conservação de seus recursos naturais. Só para Cuiabá são R$ 140 milhões, mas também serão beneficiadas cidades como Várzea Grande, Rondonópolis e Cáceres, disse. Ao citar o uso da terra no Planalto para pecuária e agricultura, neste último caso, segundo ele, de menor intensidade, Maggi disse que é nesta área onde se encontram os maiores problemas. Porém, ressaltou que também possuem leis de proteção, restrição e gestão. Agora não podemos ficar sem atividade econômica. Tem que haver, mas com responsabilidade, reconhecer os erros e resolvê-los, afirmou. Maggi também falou sobre a construção de pequenas centrais hidrelétricas (PCH) em bacias da área alagada. Em todo o Pantanal brasileiro, em nenhum outro lugar, existem leis de proteção como em Mato Grosso, que não permitem atividades econômicas a não ser a pecuária, que já faz parte da região, e o turismo, garantiu. Segundo ele, estas PCH, nas bordas da planície, não são de grandes impactos. Entretanto, o coordenador geral do evento e pró-reitor de Pesquisa da UFMT, Paulo Teixeira de Souza, observou que é preciso avaliar os riscos ambientais. Até mesmo para as pequenas hidrelétricas tem que ser feitas análises para evitar os impactos ambientais, disse. Embora precisamos de energia, é preciso que sejam resguardados os interesses ambientais, acrescentou. Maggi lembrou ainda, que além do Pantanal, Mato Grosso possui outras grandes áreas úmidas, identificadas pelo Zoneamento Sócio Econômico e Ecológico, como a do Guaporé, que juntas correspondem a 10% do território mato-grossense. A conferência termina hoje, no Centro de Eventos Pantanal. A Intecol acontece desde 1976, a cada quatro anos, por iniciativa da Associação Internacional de Ecologia e esta é a primeira vez que é sediado por um país da América Latina.