O ex-secretário de Meio Ambiente, promotor de justiça Marcos Henrique Machado, diz ter levado em conta, na decisão de conceder licença de instalação à PCH Rochedo, o direito adquirido pelos empreendedores antes da criação do Parque Estadual do Cristalino. Ele admitiu que o entendimento contrariava os pareceres da assessoria jurídica da Sema. O parecer jurídico identificou a criação de Unidade de Conservação limítrofe e por isso opinou pela não renovação, apontou o ex-secretário, por e-mail ao Diário. Segundo Machado, a renovação da licença é um ato administrativo que fixa prazo e avalia condicionantes legais. Houve impugnação do parecer e reconheci o direito adquirido do empreendimento, pois não houve indenização do estado sobre a área objeto do licenciamento. Sobre a argumentação da Assembléia Legislativa, que citou o reservatório da usina entre as justificativas preponderantes para a retirada de 27 mil hectares da unidade, Machado discorda. Para ele, o lago poderia permanecer dentro da unidade. Não procede a afirmação de que a PCH foi causa do novo traçado, pelo menos nos estudos da Sema, pois a área a ser alagada estaria dentro do parque o que seria de interesse biológico e ambiental, pois haveria um lago artificial que seria preservado e voltado para a fauna. (RV)