A psicóloga Ireniza Canavarros, especialista em Análise do Desenvolvimento Humano, diz que para evitar problemas, especialmente na linguagem, deve prevalecer na educação das crianças a língua do país onde os filhos estão vivendo. Se o casal mora no Brasil, o português deve ser língua mais falada em todos os ambientes freqüentados pela família. Esse cuidado pode prevenir a dislalia e dilesxia, distúrbios da fala e escrita que aparecem na forma de troca de letras e podem acompanhar a criança até a fase adulta. Jamais, mesmo quando os filhos ainda são considerados bebês, antes de completar um ano, orienta Ireniza, os pais devem brigar e discutir em língua diferente daqueles que habitualmente aplicam ao se relacionar com os filhos. Essa é uma atitude perversa, a criança percebe que há algo errado, observa. Devemos lembrar que existe a linguagem corporal, como os gestos das mãos e cabeça, destaca a psicóloga. Não podemos nos esquecer que a linguagem é uma expressão do sentimento e pensamento que começa desde a geração do bebê no ventre da mãe, diz. Por algum tempo, os sons são iguais independente do idioma, como o gorjear e balbuciar. Depois, vem a fase do palavratório. Exceto nos casos de educação bilíngüe, quanto a filhos de casais de diferentes nacionalidades, a psicóloga Ireniza Canavarros defende que a criança somente comece a estudar um segundo idioma depois de ser alfabetizada na língua pátria. (AA)