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CIDADES
Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2006, 21h:47

Liminar mantém lanchonete na praça

ALINE CHAGAS
Da Reportagem
Enquanto dona Euni Conceição aceitou cumprir notificação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para retirar seu trailer do local onde funciona há 7 anos, outra lanchonete, a Edlus, que ocupa o espaço de uma praça pública no bairro Boa Esperança, em Cuiabá, continua funcionando na mesma área nove meses depois de notificada pela prefeitura. A situação da lanchonete, que recorreu à Justiça, será resolvida até o próximo mês. O processo está na pauta de julgamento do juiz José Zuquim Nogueira, da Vara do Meio Ambiente. Diante da ameaça da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, o proprietário da lanchonete entrou com um pedido de liminar para evitar que o prédio instalado na praça fosse derrubado. O Juizado do Meio Ambiente concedeu a liminar até que saísse a decisão no mérito. Em seguida, a prefeitura de Cuiabá recorreu no Tribunal de Justiça, que manteve a decisão da primeira instância e deixou que o juiz José Juquim resolvesse a situação no mérito. Até lá, o Edlus continua funcionando normalmente na praça pública do bairro Boa Esperança. Em paralelo a essa questão judicial, o Ministério Público abriu um procedimento investigatório por uso indevido de bem de uso comum do povo, para averiguar a situação do Edlus. O promotor do Meio Ambiente, Gérson Barbosa, informou que vai juntar o processo investigatório com o que já existe até o momento no processo para decidir o que o Ministério Público pode fazer nesse caso. “Aquela é uma edificação irregular no lugar onde deveria existir uma praça”, frisou. A lanchonete está irregular, de acordo com a legislação municipal, desde 2004, quando foi revogada a lei que permitia a concessão de autorização para empresas para utilizarem logradouros públicos. Em abril de 2005, a Smades notificou o proprietário do Edlus sobre as irregularidades e deu 30 dias para a situação ser resolvida. Perto do vencimento do prazo, o proprietário solicitou mais alguns dias para regularizar a situação, mas nada foi feito até junho. A reportagem tentou falar com o proprietário do restaurante Edlus por dois dias, mas recebeu a informação, pela secretária da lanchonete, que “ainda não é o momento para pronunciamentos”.

Edição EDIÇÃO 16967




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