Agência do HSBC foi invadida após o fim do expediente, quando último cliente, um dos assaltantes, era atendido. Polícia não conseguiu prendê-los
ADILSON ROSA
Da Reportagem
Dois homens armados com revólveres assaltaram ontem à tarde o posto avançado do HSBC que funciona na área externa do Tribunal de Justiça (TJ) e roubaram cerca de R$ 100 mil em dinheiro. O assalto ocorreu por volta das 16 horas, assim que o posto avançado encerrou o expediente. Segundo policiais militares que fazem o policiamento do TJ, um dos bandidos bateu na porta assim que terminou o horário bancário. O segurança contratado pelo banco atendeu e o ladrão que informou estar em companhia de um rapaz que estava sendo atendido. Na verdade, tratava-se do outro assaltante que o aguardava na agência. Os dois sacaram seus revólveres e renderam o vigia e o único funcionário, explicou um policial. Em seguida, eles teriam fugido num Corsa verde, onde um terceiro cúmplice os esperava. Os bandidos teriam fugido em direção ao bairro Paiaguás. Policiais militares fizeram rondas pelas proximidades e localizaram o veículo abandonado, mas não conseguiram prender os assaltantes. Dois rapazes chegaram a ser detidos nas proximidades, mas foram liberados. O término do horário de serviço e a proximidade com o Centro Político Administrativo dificultou a abordagem de veículos e pessoas no local. O trânsito chegou a ficar lento na avenida Rubens de Mendonça (CPA) em virtude das buscas. Segundo a assessoria de imprensa do TJ, a segurança dentro da agência é de competência do próprio banco. Uma empresa terceirizada faz a segurança da instituição financeira. Os bandidos teriam roubado o revólver do segurança. O posto avançado do HSBC fica nos fundos do prédio, do lado externo, próximo ao restaurante, a poucos metros do Palácio Paiaguás, onde o governador Blairo Maggi dá expediente. O assalto está sendo investigado pela Delegacia do Complexo do Planalto. De imediato, o delegado Márcio Alegria enviou uma equipe de policiais para iniciar as investigações. Para os policiais, os bandidos obtiveram alguma informação a respeito da quantidade de dinheiro existente no caixa e no cofre. No prédio do TJ funcionam outros postos avançados de outras agências e também existem vários caixas-eletrônicos. Estamos buscando detalhes. Vamos inclusive chamar as vítimas para tentar fazer o reconhecimento através de fotos existentes nas fichas criminais, informou o chefe de operações, policial civil Mariano Ramos.