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CIDADES
Segunda-feira, 30 de Março de 2009, 22h:15

MEIO AMBIENTE

Katoomba começa em Cuiabá sob desafio de novo olhar

KEITY ROMA
Da Reportagem
Nove meses se passaram desde que o governador Blairo Maggi discursou em Washington (EUA) no Katoomba Global Meeting tentando amenizar a imagem de desmatador que o Estado tinha diante do público internacional. Mais que uma chance de discutir o pagamento por serviços ambientais, a XIV edição do encontro que começa amanhã, desta vez em Cuiabá, é visto novamente como uma oportunidade de mudar as impressões ambientais do Estado perante o mundo. “Ano passado nós ficamos assustados no Katoomba, ao perceber que muitas críticas são feitas por puro desconhecimento. E isso acaba gerando um preconceito contra o povo mato-grossense em geral. Isso nos levou a convidar os organizadores a trazer o evento para Cuiabá este ano e vamos mostrar quem somos”, destaca o chefe da Casa Militar, Alexander Maia. Visitantes ilustres são esperados para as discussões, entre eles, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, com presença prevista na abertura. Com Minc em Cuiabá, o governo pretende promover a assinatura do termo de cooperação entre a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Ibama, marco do programa MT Legal. O projeto é bastante esperado por produtores rurais de áreas desmatadas, que hoje se vêem encurralados diante das mudanças na legislação, de um controle estatal mais rigoroso e da exigência de manter 80% de reserva legal nas propriedades. “O MT Legal colocará um ponto nisso tudo e mostrará a situação de cada produtor e o que ele deve fazer para corrigir o passivo ambiental que possui”, diz Maia. O Katoomba Global Meeting é um dos mais significativos encontros mundiais para discussões sobre o pagamento por serviços ambientais, que é ainda incipiente no Brasil, mas que encontra grande potencial para se desenvolver no futuro em Mato Grosso. O modelo proposto mundialmente é o de que empresas de países desenvolvidos, que emitem grande quantidade de carbono, paguem para que produtores rurais mantenham a floresta Amazônica sem devastação. “Existem muitas questões técnicas que precisam ser discutidas para se implementar o mercado de carbono para desmatamento evitado. São precisos mapas de carbono, para saber quanto o desmatamento geraria de emissões, e um mapa do desmatamento com dados certos. Falta acompanhar o sistema de monitoramento da floresta”, afirma o coordenador-adjunto do Instituto Centro de Vida (ICV), Laurent Micol. Maia frisou que serão apresentados durante o evento a criação de projetos-pilotos do sistema em Cotriguaçu (920 quilômetros de Cuiabá), e em Juruena (893 quilômetros). “São locais onde os índices de desmatamento são altos e grande parte da população está com a situação fundiária regularizada, o que facilitará a ação”.

Edição EDIÇÃO 16967




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