Levantamento feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aponta o Tribunal de Justiça de Mato Grosso como o mais célere do país. A taxa de congestionamento, relativa à quantidade de processos em andamento que não foram julgados no ano de 2007, foi de 8,3%. Enquanto isso, o Ceará foi considerado o Estado com maior morosidade na Justiça de segunda instância, com a taxa de 89,2%. A diferença entre as colocações são oriundas principalmente da estrutura que cada um dos tribunais oferece. Enquanto Mato Grosso dispõe da média de 9,4 desembargadores para cada 100 mil habitantes, o Ceará tem menos da metade, apenas 4,5. A carga de trabalho apontada na pesquisa também revela que para cada magistrado mato-grossense de segundo grau, existiam à época 552 processos. No Ceará, o número era de 3.960 por desembargador. A média nacional foi de 1.848 processos. Outro número em que Mato Grosso se destacou foi no de processos por magistrados nos Juizados Especiais, responsáveis por pequenas causas. Cada juiz seria responsável por 21.279 processos, perdendo apenas para o Rio Grande do Sul, com 31.186, e São Paulo, com 25.135, muito acima da média nacional de 8.812 processos por juiz especial.