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CIDADES
Segunda-feira, 04 de Março de 2013, 20h:52

CASO RYAN

Júri será marcado ainda este ano

Carlos Henrique está no raio 5 da Penitenciária Central do Estado e confessou ter matado menino de 4 anos e ex-sogra

HELSON FRANÇA
Da Reportagem
O técnico em informática Carlos Henrique Costa de Carvalho, 25 anos, assassino confesso da ex-sogra Admárcia Mônica da Silva Alves, 42 anos, e Ryan Alves de Camargo, de apenas quatro anos, neto da mulher, foi sentenciado a enfrentar júri popular pelas mortes. A sentença de pronúncia foi proferida no dia 28 de fevereiro pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, titular da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher. Na sua decisão, a magistrada também determinou que Carlos Henrique permaneça preso até a data do Tribunal do Júri. “Colocado em liberdade o réu poderá coagir as testemunhas, ou ainda, se evadir do distrito da culpa, impedindo que o seu julgamento possa ocorrer de forma regular e breve”. Na audiência de instrução e julgamento ocorrida no dia 21 de fevereiro, onde Carlos Henrique confessou ter jogado Ryan, ainda com vida, de cima da Ponte Júlio Müller, no rio Cuiabá, depois de ter ateado fogo em Admárcia após tê-la esfaqueado até a morte, a juíza já havia adiantado que decidiria que o réu iria a júri popular. “Não há o que se falar em absolvição, visto que o réu confessou o crime”, pontuou Ana Cristina, na ocasião. A expectativa da magistrada é de que o julgamento aconteça ainda neste ano. Transitada em julgado a sentença de pronúncia, os autos deverão ser remetidos à Vara do Tribunal do Júri, para que o julgamento seja marcado. O crime aconteceu na madrugada do dia 11 de novembro do ano passado. Na expectativa de encontrar a ex-namorada Thassya da Silva Alves, 24 anos, com quem mantinha uma turbulenta relação, Carlos foi até a casa da mãe da jovem, no bairro Dom Aquino, onde ela morava com Ryan. Chegando lá, o técnico em informática relata ter sido avisado por Admárcia de que Thassya não estava. Mesmo assim, entrou na casa arrombando a janela, começando então uma discussão com a ex-sogra. Após tê-la esfaqueado até a morte, Carlos decidiu “sumir” com o garoto, por temer que a criança, que na confusão acordou e viu a avó morta, contasse algo para alguém. Antes de jogar Ryan da ponte, o rapaz passou num posto onde comprou combustível, voltou a casa e queimou Admárcia. Carlos acabou preso em flagrante no mesmo dia. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Estadual por duplo homicídio triplamente qualificado - motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa por parte das vítimas. A promotoria já adiantou que pedirá a condenação máxima ao réu, que é de 30 anos. Carlos Henrique encontra-se atualmente recolhido no raio 5 da Penitenciária Central do Estado. Na semana passada, ele foi espancado pelos colegas da unidade, conforme relatos de sua defesa.

Edição EDIÇÃO 16968




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