CIDADES
Sábado, 24 de Julho de 2010, 11h:31
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Jovem vive avanços pós-aplicação
Já tem mais de um ano que o ex-bancário Djalma Ermenegildo Júnior, 25, foi submetido ao tratamento na China. Júnior, como é conhecido, ficou tetraplégico em decorrência do espancamento sofrido há três anos e meio em uma boate cuiabana. Júnior não voltou a andar, como sonha a família, mas sua mãe garante que a aplicação de célula-tronco o ajudou bastante. Dona Maria da Penha disse que, quando deixou o Brasil, no começo de 2009, ele estava muito debilitado. Com a aplicação das células, associada a muita fisioterapia, hoje o filho é capaz de fazer atividades que não se prevê para quem está tetraplégico. Ela disse que ele ganhou força no tronco, flexibilidade de movimentos e disposição para a vida e a profissão. Ele escreve e digita com uso de adaptador, completou. A agenda do ex-bancário, hoje bacharel em Direito, está tomada de compromissos profissionais e para melhoria da qualidade de vida. Depois do ato de violência que o deixou à beira da morte, Djalma já concluiu a faculdade, está fazendo estágio, cursa inglês, faz fisioterapia, hidroterapia e equoterapia. Para este final de semana, está prevista a chegada de Djalma Júnior do Hospital Sara Kubitschek, em Brasília, onde passou por uma avaliação motora completa. INFORMAÇÕES Estudos mostram que as células-tronco têm capacidade de se multiplicar, reparando e formando diversos tecidos do corpo, como os da própria pele, cérebro, ossos, do coração e dos músculos, torna essa pesquisa um importante avanço da medicina no tratamento de doenças até hoje incuráveis, como câncer (a leucemia inclusive), lesões na coluna (problemas de paralisia), danos cerebrais (traumas e doenças como os males de Alzheimer e de Parkinson), tratamentos para doenças neurodegenerativas, danos no coração entre outras. (AA)