CIDADES
Segunda-feira, 21 de Março de 2016, 20h:20
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CASO LEOPOLDINO
Josino se recupera de assalto no PR
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A Delegacia de Roubos e Furtos de Curitiba (PR) investiga o roubo, seguido de tentativa de latrocínio (roubo e morte), praticado contra o empresário mato-grossense Josino Pereira Guimarães, no último sábado (18), na capital paranaense. Baleado no abdômen, Guimarães foi internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Santa Cruz, onde passou por cirurgia. Josino é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter mandado matar o juiz Leopoldino Marques do Amaral, em 1999. Ontem pela manhã, a polícia local já havia identificado o assaltante que atirou contra o empresário. A identificação foi possível porque a esposa do empresário, Marli Maggi, irmã do senador Blairo Maggi (PR), levou até a delegacia um celular pertencente ao bandido, que caiu no chão durante o assalto. O crime aconteceu quando o casal saía de uma padaria localizada na Alameda Princesa Isabel, no Centro de Curitiba. Segundo informações da polícia, após o criminoso anunciar o assalto, Guimarães abaixou-se para deixar as sacolas e pegar a carteira. Nisso, o ladrão teria se assustado com o movimento e atirou contra o empresário. Em seguida, o bandido fugiu deixando cair o celular, onde a polícia encontrou uma foto do suspeito. O estado de saúde do empresário é considerado estável. CASO LEOPOLDINO - O empresário Josino Guimarães foi acusado pelo MPF de ser o mandante do assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral ocorrido em setembro de 1999, em Concépcion, no Paraguai. O corpo do juiz foi encontrado carbonizado e com ferimentos de bala na cabeça. Semanas antes de sua morte, o magistrado havia denunciado um esquema de venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Estado (TJ/MT). As investigações da Polícia Federal levaram à prisão, na época, da ex-escrevente Beatriz Árias Paniágua, como coautora do crime, do tio dela, Marcos Peralta, como autor do assassinato; e de Josino Guimarães, como mandante. Árias foi condenada a 12 anos de prisão em 2001. Depois de cumprir dois terços da pena, ela conseguiu o livramento condicional e deixou o Presídio Feminino Ana Maria do Couto. Marcos Peralta foi preso em Assunção, capital do Paraguai, no fim de setembro de 2001. Ele morreu no dia 1º de março de 2005, enquanto estava preso, por complicações causadas por diabetes. Em 2011, Guimarães foi a júri popular e inocentado da ação. O caso ganhou repercussão porque os jurados, em um dos quesitos, manifestaram-se em favor da tese de que o empresário foi culpado pela morte do juiz, mas votaram contra sua condenação. O MPF recorreu da decisão do júri e ele seria julgado, novamente, pelo crime no dia 24 de fevereiro passado, mas o julgamento foi anulado após suspensão por liminar do ministro do Superior Tribunal de Justiça, Jorge Mussi.