CIDADES
Terça-feira, 26 de Abril de 2011, 21h:35
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MT-251: DUPLICAÇÃO
Irregularidade avisada pelo TCE em 2010
Órgão informou que desde ano passado já havia detectado falhas nas obras da rodovia e notificado à antiga Sinfra. Asfalto já está se soltando
Os diversos danos no asfalto do trecho recém-duplicado da rodovia MT-251, que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães, estão na mira do Tribunal de Contas do Estado (TCE) desde o ano passado. Segundo o órgão, uma inspeção foi realizada no ano passado e as irregularidades detectadas geraram uma notificação à então Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). Os motoristas que utilizam a estrada para Chapada têm se surpreendido com o surgimento tão cedo de sérios danos no asfalto. Antes do posto da Polícia Militar (PM) os defeitos começam a aparecer, como trincas e ressaltos do asfalto que podem ter sido causados por má compactação das bases na pista. Em pouco tempo de viagem, antes do Km 14, também já se vê as primeiras panelas e buracos menores que, com as chuvas e o tráfego intenso, logo devem se alargar. E, ao chegar à rotatória antes do posto da PM, o motorista se depara com uma pista danificada nas bordas e estreita demais para quem acabou de trafegar em alta velocidade e precisa fazer uma pequena curva. De acordo com o TCE, a duplicação da MT-251 integra um conjunto de obras que estão sendo acompanhadas por auditorias programadas. Em maio passado, por exemplo, auditores apontaram uma série de irregularidades nas obras da MT-251 num termo de inspeção. A informação foi mencionada durante a fala em plenário do auditor substituto de conselheiro Luiz Henrique Lima, que também citou o iminente julgamento das contas de 2010 da antiga Sinfra e fez questão de marcar que os danos na duplicação da Cuiabá-Chapada (considerada a primeira obra com vistas à Copa de 2014) não estão passando batidos para o TCE. Por sua vez, o superintendente de Obras de Transporte da Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana, engenheiro civil Zenildo de Castro, reconhece os defeitos na pista. Ele explicou que o trecho de duplicação entregue para o tráfego já era considerado obra pronta, com todo o processo de tratamento concluído. Por isso, os danos detectados só podem ser atribuídos a falhas da construtora ou da fiscalização da própria Secretaria. O povo é sábio e a engenharia é exata. Onde houve dano, foi problema executivo. Não é problema de carga, de tráfego, de chuva. Como a obra ainda está em execução, a empresa terá que recuperar. Isso porque a obra também tem cinco anos de garantia, assegurou. Sobre a execução da rotatória antes do posto da PM (sentido Cuiabá-Chapada), ele também admite falhas, desta vez por parte do projetista. A concepção está errada. Vai ter que refazer, conclui, informando que a empresa responsável já foi incumbida de todos os reparos detectados.