Sobre a possível indicação de seu nome para suceder Zilda Arns, Vera Altoé disse que não acredita nessa possibilidade. Ela acha que permanecerá na função que se encontra, lutando não apenas para cumprir as metas e agendas de Zilda Arns no Brasil, mas pela ampliação do trabalho da Pastoral. A irmã Vera contou que meses antes de morrer, Zilda Arns se manifestou preocupada com o número de crianças pobres atendidas pela Pastoral no Brasil. Ela se dizia, segundo a irmã, com o coração irrequieto. Estamos assistindo apenas 20% daquelas que precisam, dizia a pediatra que fundou a instituição em 1983 e ficou conhecida mundialmente pelo trabalho de combate a miséria, fome e mortalidade infantil e chegou a ser indicada ao prêmio Nobel da Paz. Com isso, argumentou Vera Altoé, a Pastoral da Criança assumirá o desafio de ampliar o atendimento. Se atingirmos 25% este ano, com certeza Zilda Arns nos aplaudirá e sorrirá no Céu, ao lado de Deus. Vera Altoé disse que espera contar com a participação dos mato-grossenses, não apenas na manutenção do trabalho, mas na ampliação das ações da Pastoral da Criança. Atualmente a Pastoral atende 1,6 milhão de crianças no país. Em Mato Grosso são mais de 46 mil assistidos e 900 voluntários. (AA)